O governo federal apresentou nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma estratégia nacional para intensificar o combate às facções criminosas em todo o país. A iniciativa reúne ações integradas entre União, estados e municípios, com foco no enfraquecimento das estruturas financeiras e operacionais do crime.
O plano prevê investimentos diretos de R$ 1,06 bilhão ainda neste ano, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada a reforçar a segurança pública. Entre os principais objetivos estão o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, a modernização de equipamentos e a ampliação de ações de inteligência.
Um dos pontos centrais é a tentativa de cortar o financiamento das organizações criminosas, atingindo suas fontes de lucro. Também está prevista a melhoria do sistema prisional, com a elevação de 138 unidades ao padrão de segurança máxima, buscando impedir que presídios continuem funcionando como centros de comando das facções.
O programa ainda inclui a qualificação das investigações de homicídios, com reforço de estruturas como institutos de perícia, bancos de DNA e análise balística. Outro eixo importante é o enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos, com criação de redes de rastreamento e operações conjuntas.
De acordo com o governo, a estratégia busca atuar em quatro frentes principais: sufocar financeiramente o crime organizado, fortalecer o sistema prisional, aprimorar a investigação de crimes letais e combater o tráfico de armamentos. A proposta também amplia a cooperação entre forças de segurança e prevê operações mensais integradas em todo o território nacional.