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Agronegócio

Pequenos produtores já representam maioria na cafeicultura brasileira, aponta levantamento do Sebrae

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Pesquisa mostra que 54% dos cafeicultores do país são pequenos negócios e destaca avanço da produção de cafés especiais, certificações e sustentabilidade no setor

Um levantamento inédito do Sebrae revelou que os pequenos negócios já representam a maioria dos produtores de café do Brasil. Segundo a pesquisa, 54% dos cafeicultores brasileiros trabalham em propriedades com menos de 20 hectares. Os médios produtores correspondem a 38% do setor, enquanto os grandes representam apenas 8%.

O estudo foi realizado com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café e ouviu 1.102 produtores em 14 estados brasileiros. O perfil predominante entre os pequenos produtores é de profissionais com média de 49 anos de idade e cerca de 21 anos de experiência na atividade.

Minas Gerais e São Paulo concentram maior presença de médios produtores, mas os estados fora da região Sudeste lideram quando o assunto é pequena produção. Rondônia aparece no topo da lista, com 87% dos cafeicultores classificados como pequenos negócios. Em seguida vêm Acre, com 83%, e Goiás junto com o Distrito Federal, com 76%.

A pesquisa também mostra um avanço no nível de escolaridade dos produtores brasileiros. Mais da metade dos entrevistados informou ter pelo menos o ensino médio completo. Em Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Goiás e Distrito Federal, cresce o número de produtores com formação universitária e pós-graduação.

Entre os destaques, Goiás e Distrito Federal registraram 47% dos produtores com ensino superior e 29% com pós-graduação. Na Paraíba, 53% possuem faculdade completa. Em Minas Gerais, 45% têm ensino superior e 8% possuem pós-graduação.

O levantamento ainda aponta que os homens seguem como maioria na cafeicultura brasileira, representando 79% dos produtores, enquanto as mulheres somam 21%. A chamada geração X, formada por pessoas entre 41 e 56 anos, lidera o setor com 41% de participação. Na sequência aparecem os produtores com mais de 57 anos, que representam 29%, e os millennials, entre 25 e 40 anos, com 27%. Já os jovens da geração Z, de 18 a 24 anos, correspondem a apenas 3%.

Outro dado que chama atenção é o crescimento da produção de cafés especiais no país. Segundo a pesquisa, 61% dos produtores afirmaram produzir cafés diferenciados, voltados para mercados que valorizam qualidade, origem e sustentabilidade.

A busca por certificações ambientais e de qualidade também vem aumentando. Atualmente, 27% dos produtores já possuem algum tipo de certificação socioambiental e outros 29% pretendem obter esse reconhecimento nos próximos anos.

O Brasil conta hoje com 23 indicações geográficas de café, que identificam regiões reconhecidas pela qualidade e características próprias da produção. São Paulo lidera entre os produtores com adesão a esse tipo de reconhecimento, com 44%, seguido por Minas Gerais, com 35%.

Para o Sebrae, os dados mostram uma cafeicultura cada vez mais profissionalizada, com crescimento da preocupação dos produtores com gestão, qualidade e práticas sustentáveis para fortalecer o setor e ampliar a competitividade no mercado nacional e internacional.

Com informações da Agência Sebrae e Jornal Diário do Comércio

Foto: Emater / Divulgação

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