Gasolina: governo adia decisão sobre fim do desconto de R$ 0,44 por litro
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Alta do petróleo no mercado internacional faz equipe econômica segurar mudança no preço dos combustíveis para evitar impactos na inflação, no transporte e nos alimentos
O governo federal decidiu adiar para a próxima semana a definição sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida, que reduz artificialmente o preço do combustível pago pelos consumidores, continua na mira da equipe econômica, mas a decisão foi postergada diante da recente disparada das cotações do petróleo no mercado internacional.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a alta do petróleo foi provocada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, o que trouxe incertezas para o mercado de energia e levou o governo a reavaliar o cronograma previsto para retirar o benefício.
De acordo com o ministro, a intenção permanece sendo encerrar o subsídio, de forma parcial ou total, mas a decisão dependerá do comportamento dos preços do petróleo nos próximos dias. A avaliação do governo é que uma mudança neste momento poderia elevar ainda mais o preço dos combustíveis, pressionando a inflação e aumentando os custos do transporte de cargas, com reflexos diretos nos preços dos alimentos e de outros produtos.
Na semana passada, o governo já havia reduzido parte do subsídio concedido ao diesel, retirando R$ 0,35 por litro do benefício. O restante do desconto também deverá ser eliminado gradualmente, mas, segundo Durigan, o processo será conduzido com cautela para evitar impactos mais fortes sobre a economia.
Apesar da decisão de adiar o fim do subsídio da gasolina, o governo confirmou que seguirá com o plano de aumentar a participação do etanol na composição do combustível. A mistura, atualmente em 30%, passará para 32% nos próximos dias, medida que busca ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo.
Com informações da CNN e Portal UAI
Foto:ilustrativa