Trabalhadores de aplicativos trabalham mais e ganham menos por hora, aponta IBGE
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Levantamento mostra que motoristas, entregadores e outros profissionais de plataformas trabalham, em média, 5,4 horas a mais por semana que os demais trabalhadores do setor privado, mas têm rendimento semelhante.
Trabalhadores que atuam por meio de aplicativos cumpriram, em média, uma jornada de 44,7 horas por semana em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O tempo trabalhado foi 5,4 horas maior que o registrado entre os demais trabalhadores do setor privado, que tiveram jornada média de 39,3 horas semanais.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, que analisou profissionais que utilizam plataformas digitais para transporte de passageiros, entrega de produtos e prestação de outros serviços.
Apesar da jornada mais extensa, o rendimento médio mensal dos trabalhadores de aplicativos praticamente não se diferenciou do recebido pelos demais profissionais do setor privado. Entre os trabalhadores de plataformas, a média foi de R$ 3.147 por mês, enquanto os demais ocupados receberam R$ 3.148.
A diferença aparece quando o cálculo considera o valor recebido por hora trabalhada. Os profissionais de aplicativos tiveram rendimento médio de R$ 16,20 por hora, 12% abaixo dos R$ 18,40 registrados entre os demais trabalhadores do setor privado.
Entre os motoristas de aplicativo, o rendimento médio mensal foi de R$ 2.873, acima dos R$ 2.805 recebidos pelos demais motoristas. No entanto, a jornada desses profissionais foi 5,5 horas maior por semana. O ganho médio por hora também foi menor: R$ 14,40, contra R$ 16 entre os motoristas que não trabalham por plataformas.
No caso dos motociclistas que atuam por aplicativos, o rendimento médio mensal ficou em R$ 2.221, com ganho de R$ 11,40 por hora trabalhada.
Enquanto isso, entre os demais trabalhadores do setor privado, a renda média mensal cresceu 10,6% no período analisado, passando de R$ 2.847 para R$ 3.148. De acordo com o IBGE, o aumento do número de pessoas disputando corridas, entregas e outros serviços por meio das plataformas pode estar entre os fatores que ajudam a explicar a estagnação dos ganhos dos trabalhadores de aplicativos.
Com informações do IBGE e portal UAI
Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil
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