Oito anos depois do atentado que impactou a política nacional, o tribunal examinará na próxima terca-feira, dia 24, as acusações apresentadas contra os irmãos Brazão e outros três servidores públicos
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Oito anos depois do homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, executados a tiros em março de 2018, a ação judicial contra os suspeitos de ordenar o crime será examinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Oito anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, mortos a tiros em março de 2018, o processo contra os apontados como mandantes do crime será analisado pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal na terça-feira dia 24.
Os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão são acusados de ordenar a execução. Também respondem à ação o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da polícia civil do rio; o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira; e o policial militar Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão. Segundo a acusação, eles teriam participado do planejamento e da tentativa de encobrir o atentado.
Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, presos em 2019 como executores, impulsionaram as investigações — especialmente após a delação de Lessa, firmada em 2023.
O caso chegou ao STF em 2024 por envolver autoridades com foro privilegiado. Em 2025, a Procuradoria Geral da República pediu a condenação dos cinco réus por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa.
De acordo com as apurações, o crime teria relação com disputas envolvendo milícias e interesses imobiliários no Rio de Janeiro. A denúncia, segundo reportagem da CNN Brasil, aponta que os irmãos Brazão teriam oferecido US$ 10 milhões para a execução, pagos através da cessão de dois loteamentos em Jacarepaguá.
Rivaldo Barbosa é descrito como mentor intelectual; Ronald Pereira teria monitorado a rotina da vereadora; e Robson Fonseca é acusado de ajudar a ocultar a arma e integrar o núcleo financeiro do grupo.
Todos estão presos preventivamente e negam envolvimento. O julgamento começa com o relatório do ministro Alexandre de Moraes, seguido da manifestação da acusação e das defesas. A turma é composta por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Para maioria, são necessários três votos.
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