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Agronegócio

Agro mineiro movimenta US$ 3,93 bilhões no trimestre e mantém liderança nas exportações de Minas Gerais

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Setor respondeu por 38,5% das vendas externas do Estado entre janeiro e março de 2026, alcançando 155 países e reforçando presença global mesmo em cenário de ajuste no mercado internacional

O agronegócio de Minas Gerais iniciou 2026 mantendo protagonismo na economia do Estado e no comércio exterior. Entre janeiro e março, o setor movimentou US$ 3,93 bilhões em exportações e respondeu por 38,5% de tudo o que Minas vendeu para outros países no período, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ao todo, foram cerca de 2,8 milhões de toneladas de produtos enviados ao exterior e presença em 155 mercados internacionais.

O desempenho mantém o agro como principal força da pauta exportadora mineira, que no trimestre somou US$ 10,2 bilhões. Os principais destinos foram China, Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão, com destaque para a China, que liderou as compras com mais de US$ 713 milhões.

O café segue como o grande carro-chefe das exportações do Estado e foi responsável por mais de 60% do total do agronegócio exportado. No trimestre, o produto movimentou US$ 2,63 bilhões, mesmo com menor volume embarcado. Foram 321,8 mil toneladas enviadas ao exterior, uma redução de 31,5% em relação ao ano passado, enquanto o faturamento caiu 18,5%. Ainda assim, o preço médio internacional subiu cerca de 15,9%, ajudando a sustentar a receita.

De acordo com a assessoria técnica da Secretaria de Agricultura, o resultado do período reflete uma combinação de fatores como sazonalidade, menor disponibilidade de بعض produtos em alguns momentos do ano e oscilação dos preços internacionais, além da forte concentração das exportações no café. A avaliação é de que não há perda estrutural de competitividade do setor.

Ela destaca ainda que a expectativa para os próximos meses é de recuperação gradual, com a entrada de uma nova safra de café e maior oferta para embarques, além do avanço de outras cadeias produtivas como carnes, soja processada e produtos têxteis, que ajudam a diversificar a pauta exportadora mineira.

O complexo da soja, que representa cerca de 13% das exportações do agro mineiro, também registrou queda no período, com recuo de 11,2% no faturamento e 16,7% no volume embarcado, totalizando US$ 510 milhões. Apesar disso, houve avanço em produtos com maior valor agregado dentro do grupo, como farelo e óleo de soja, que cresceram tanto em valor quanto em volume, indicando maior processamento da matéria-prima dentro do Estado.

Já entre os destaques positivos do trimestre estão as carnes e os produtos têxteis. O setor de carnes movimentou US$ 419 milhões, com alta de 8,7%, e embarcou 117 mil toneladas. A carne bovina respondeu pela maior parte da receita, enquanto as carnes de frango e suína também apresentaram crescimento.

Os produtos têxteis tiveram expansão expressiva, com aumento de 11,7% no faturamento e crescimento de 44,9% no volume exportado, impulsionados principalmente pelo algodão e seus derivados.

Mesmo com a leve retração geral de 13,6% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2025 e queda de 11,2% no volume total exportado, o agronegócio mineiro segue como pilar das exportações do Estado e reforça sua capacidade de adaptação, ampliando mercados e buscando maior diversificação de produtos, o que deve sustentar o desempenho nos próximos meses.

Com informações da Seapa / Agência Minas e Diário do Comércio

Foto:Diego Vargas / Seapa

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