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Economia

Bandeira amarela na conta de luz será mantida em julho e consumo terá cobrança extra pelo 3º mês seguido

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

A conta de luz dos brasileiros seguirá mais cara em julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou que será mantida a chamada bandeira tarifária amarela, o que significa a continuidade da cobrança adicional nas faturas de energia pelo terceiro mês consecutivo. Com isso, os consumidores vão pagar um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, unidade usada para medir o gasto de eletricidade.

A decisão, segundo a agência reguladora do setor elétrico, foi tomada por causa das condições menos favoráveis para a geração de energia no país, típicas do período de estiagem, quando há redução das chuvas. Com menos água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, principais fontes de energia do Brasil, cresce a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia a partir da queima de combustíveis e têm custo mais elevado.

Ao longo de 2026, o sistema elétrico brasileiro passou por mudanças ao longo do ano. Entre janeiro e abril, a bandeira permaneceu verde, sem cobrança adicional. A alteração para a bandeira amarela ocorreu em maio, justamente com a diminuição das chuvas. Mesmo com o novo custo, o cenário atual ainda é menos pressionado do que o registrado em 2025, quando a bandeira vermelha — que indica custo ainda mais alto — começou a valer já em junho e se manteve até novembro.

O impacto da energia elétrica também aparece nos índices de inflação do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a energia elétrica residencial subiu 2,04% em junho e foi o item que mais influenciou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, contribuindo sozinho com 0,08 ponto percentual para o resultado.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado para indicar ao consumidor o custo real da geração de energia mês a mês, segue funcionando como um alerta direto sobre o orçamento das famílias. Especialistas reforçam a importância do consumo consciente, principalmente durante o período seco, quando a produção de energia tende a ficar mais cara e mais dependente de fontes térmicas.

Com informações da Agência Brasil

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasi

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