Brasil reage ao tarifaço dos EUA e prepara busca por novos mercados para exportações
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
O governo brasileiro anunciou uma série de medidas para reduzir os impactos da nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. A sobretaxa norte-americana começa a valer a partir do dia 22 de julho e atinge parte das mercadorias vendidas ao mercado americano.
Apesar da medida, alguns dos principais produtos da pauta de exportação brasileira ficaram de fora da cobrança adicional. Entre eles estão petróleo, café, carne bovina, aeronaves e peças produzidas pela Embraer, além de outros itens. Já entre os produtos que serão afetados estão o etanol, o aço, açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e roupas.
Como resposta, o governo federal informou que pretende ampliar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros. A estratégia é acelerar negociações comerciais com países como México, Canadá, Japão e Índia, além de fortalecer acordos já existentes por meio do Mercosul, grupo formado por países da América do Sul que busca facilitar o comércio entre seus integrantes.
Outra medida anunciada é a manutenção de linhas de crédito para empresas que forem prejudicadas pela nova tarifa. A iniciativa faz parte do chamado Plano Brasil Soberano, criado pelo governo para tentar diminuir os efeitos econômicos da decisão tomada pelos Estados Unidos.
O Brasil também informou que vai iniciar os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, que permite a adoção de medidas contra barreiras comerciais impostas por outros países. Até agora, porém, o governo ainda não informou quais produtos americanos poderiam ser alvo de possíveis retaliações.
A expectativa é que as próximas semanas sejam de negociações para tentar reduzir os impactos da sobretaxa e garantir alternativas para os setores brasileiros que dependem das vendas ao mercado dos Estados Unidos.
Com informações de O Globo e CNN
Foto: ilustrativa
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