Dívida pública do Brasil fecha 2025 em 78,7% do PIB e preocupa mercado financeiro
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Setor público consolidado registra déficit primário de R$ 55 bilhões, enquanto gastos com juros ultrapassam R$ 1 trilhão
A dívida bruta do Brasil encerrou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central, o que representa um aumento de 2,4 pontos percentuais em relação a 2024. Em valores absolutos, o endividamento chegou a cerca de R$ 10 trilhões.
Apesar de uma leve queda em dezembro, este foi o terceiro ano consecutivo de alta da dívida, que já acumula crescimento de aproximadamente 7 pontos percentuais desde o início do governo Lula. A dívida bruta inclui o governo federal, o INSS e estados e municípios, sendo um dos principais indicadores observados por investidores para avaliar a sustentabilidade das contas públicas.
O avanço da dívida em 2025 foi impulsionado principalmente pelos gastos com juros. Segundo o Banco Central, cada aumento de um ponto percentual na taxa Selic, mantida por um ano, eleva a dívida em cerca de R$ 56 bilhões. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano.
A dívida líquida também cresceu, terminando o ano em 65,3% do PIB, o maior nível da série histórica. O setor público consolidado fechou 2025 com déficit primário de R$ 55 bilhões, o equivalente a 0,43% do PIB. O resultado foi puxado pelo governo central, enquanto estados e municípios registraram superávit.
No ano, os gastos com juros ultrapassaram R$ 1 trilhão, o equivalente a quase 8% do PIB. Analistas do mercado financeiro alertam que, caso haja aumento de gastos fora do arcabouço fiscal e nenhuma medida de reforço na arrecadação, a dívida bruta pode chegar a 95% do PIB nos próximos anos. Mesmo com novas receitas, o pico projetado seria de 88,5% do PIB.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
Imagem Ilustrativa: Marcello Casal jr/Agência Brasil
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