Frete rodoviário opera abaixo dos custos e setor cobra medidas do governo
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Defasagem média de 10,5% no primeiro semestre de 2026 aumenta a pressão sobre transportadoras e caminhoneiros, enquanto alta dos combustíveis e condições das rodovias elevam as despesas de operação
O frete rodoviário de cargas no Brasil acumulou uma defasagem média de 10,5% no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Na prática, os valores cobrados pelo transporte ficaram abaixo dos custos efetivos para realizar as operações, reduzindo a margem de empresas e caminhoneiros.
Entre os principais fatores está o aumento das despesas com combustíveis. No período, o combustível acumulou alta de 17,63%, influenciada pelas oscilações do mercado internacional e pelas incertezas em relação a possíveis medidas de subsídio do governo federal. Com custos maiores, o setor encontra dificuldades para manter os valores atuais do frete sem comprometer a rentabilidade das operações.
Em Minas Gerais, o cenário é agravado pelas condições das rodovias. De acordo com o levantamento, a qualidade das estradas faz com que o custo da operação no estado seja entre 28% e 30% maior do que em São Paulo. O impacto aparece no maior consumo de combustível, no desgaste dos veículos e no aumento do tempo necessário para transportar as cargas.
Diante desse quadro, o setor espera medidas do governo para reduzir os custos e melhorar as condições de operação. A preocupação é que o aumento das despesas com transporte seja repassado para outros setores da economia, contribuindo para a elevação dos preços de produtos e serviços.
A categoria também defende investimentos em infraestrutura e medidas que ofereçam maior previsibilidade aos custos do transporte rodoviário de cargas.
Com informações da CNN e O Globo
Foto: ilustrativa