Greve: bancários da Caixa e do Banco do Brasil param em Belo Horizonte por tempo indeterminado
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Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Belo Horizonte e na Região Metropolitana iniciam, à zero hora desta quinta-feira (10/09), uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro, quando os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas pelas instituições financeiras. A paralisação poderá afetar o funcionamento das agências, de acordo com o nível de adesão dos empregados.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, a expectativa é de que mais de 70% das atividades da Caixa sejam impactadas na capital e na Região Metropolitana. No Banco do Brasil, a estimativa é de uma redução entre 50% e 60% dos serviços.
A entidade representa trabalhadores de Belo Horizonte e de outras 54 cidades. Um ato está previsto para quinta-feira, em frente à agência Séculos da Caixa, no Centro de BH, com expectativa de participação de mais de 1,5 mil pessoas.
Entre as principais reivindicações estão questões relacionadas a salários, carreira, benefícios e condições de trabalho. No Banco do Brasil, os trabalhadores defendem, entre outros pontos, um bônus de R$ 3 mil, revisão do Plano de Cargos e Remuneração, pagamento da PLR em até 72 horas após a assinatura do acordo e ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias.
Na Caixa, um dos principais pontos de conflito é o Saúde Caixa. O sindicato contesta mudanças que aumentariam a participação de aposentados e pensionistas no custeio do plano, além do valor cobrado por dependente.
A categoria afirma que a paralisação tem como objetivo pressionar os bancos públicos a retomarem as negociações e apresentarem novas propostas. A Caixa declarou que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados e busca uma solução para os acordos coletivos.
O Banco do Brasil também informou que continua participando das negociações nacionais e das discussões específicas com os funcionários. Durante a greve, o BB orienta os clientes a priorizarem canais digitais, correspondentes bancários e centrais de atendimento para realizar operações que não dependam do atendimento presencial.