Inflação em Belo Horizonte sobe e acelera em junho, com peso da saúde e da energia elétrica
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Alta de 1,29% no mês foi puxada principalmente por reajustes em planos de saúde, conta de luz e carros novos, segundo a Fundação IPEAD; índice também foi influenciado por gastos com alimentação fora de casa e viagens, enquanto alguns itens ficaram mais baratos e ajudaram a conter avanço maior dos preços
A inflação em Belo Horizonte voltou a subir com mais força em junho e registrou alta de 1,29%, de acordo com levantamento da Fundação IPEAD. O resultado mostra uma aceleração em relação a maio, quando o índice havia sido de 0,28%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação na capital mineira chegou a 4,23%.
O principal impacto no aumento dos preços veio de reajustes em serviços essenciais e de grande peso no orçamento das famílias, como planos de saúde e energia elétrica, além da alta nos preços de automóveis novos. Também contribuíram para a elevação do índice os gastos com excursões, viagens e alimentação fora de casa, especialmente em restaurantes.
Apesar da pressão de alta, alguns produtos ajudaram a segurar uma inflação ainda maior no período. Houve redução nos preços de itens como vidro, jornais impressos e passagens aéreas. No setor de alimentação, produtos in natura e bebidas consumidas em bares e restaurantes também apresentaram queda, ajudando a equilibrar o índice geral.
Para famílias com renda de até cinco salários mínimos, o chamado índice de preços ao consumidor restrito também subiu, fechando junho com alta de 1,16%. Nesse recorte, os maiores impactos vieram novamente da conta de energia elétrica, da gasolina e dos planos de saúde. Em contrapartida, itens como café em pó, maçã e jornais diários ficaram mais baratos e ajudaram a conter parte da inflação nesse grupo.
Com informações do portal UAI
Foto: ilustrativa Agência Brasil