“Lulinha”, Vorcaro e Careca: relator da CPMI solicita o indiciamento de 218 envolvidos
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O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) apresenta nesta sexta-feira (27) o parecer final da comissão; uma deliberação do plenário do Supremo Tribunal Federal impediu a extensão dos trabalhos do colegiado

Foto: Lula Marques/ Agência Braasil.
O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão, que recomenda o indiciamento de 218 pessoas. A análise ocorre sob pressão, após o Supremo Tribunal Federal barrar a prorrogação dos trabalhos, cujo prazo se encerra neste sábado.
Entre os citados está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de não ser investigado formalmente pela Polícia Federal e de sua defesa negar irregularidades, o relatório aponta indícios de proximidade com investigados e sugere seu indiciamento por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.
O parecer também cita empresários apontados como peças centrais do esquema, como Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, acusados de atuar na articulação de fraudes envolvendo recursos e sistemas. Parte das suspeitas, como possíveis pagamentos indevidos e custeio de viagens, ainda não foi totalmente esclarecida, e a comissão recomenda que a Polícia Federal aprofunde essas apurações.
Com mais de 4 mil páginas, o relatório está dividido em nove frentes de investigação e envolve empresários, servidores públicos, intermediários e agentes políticos. Como a CPMI não tem poder de indiciar formalmente, as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República.
Paralelamente, a base governista prepara um relatório alternativo e deve contestar pontos do parecer principal, especialmente os pedidos de indiciamento. O presidente da comissão defende a construção de consenso, mas admite divergências e não descarta que a votação se estenda até a madrugada.
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