Minas Gerais deu início à atualização anual obrigatória dos rebanhos em todo o estado, uma medida coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) que segue até o dia 30 de junho de 2026. A ação faz parte das estratégias de defesa sanitária do agronegócio e é considerada fundamental para manter o controle sobre a saúde dos animais e preservar o status sanitário conquistado pelo estado. O produtor rural precisa informar todos os animais existentes na propriedade, independentemente do tipo ou do tamanho da criação, e o não cumprimento dentro do prazo impede a emissão da Guia de Trânsito Animal, documento necessário para transportar e comercializar os animais.
De acordo com o IMA, essa atualização é essencial porque permite acompanhar com precisão onde e como estão distribuídos os rebanhos em Minas, ajudando na prevenção e no controle de doenças que podem afetar a produção agropecuária. A participação dos produtores é considerada decisiva para a eficiência desse sistema, já que as informações alimentam o monitoramento sanitário em todo o território mineiro. Entre os dados mais recentes do instituto, o estado reúne aproximadamente 24 milhões de bovinos, 4 milhões de suínos, 655 mil equídeos, além de milhões de aves e ovos férteis, caprinos, ovinos, abelhas e animais aquáticos, o que mostra a grande diversidade da produção animal mineira.
A atualização não se limita apenas ao gado bovino e deve incluir todas as espécies criadas nas propriedades, como suínos, aves, cavalos, cabras, ovelhas e até animais de aquicultura. O objetivo é manter um controle sanitário integrado, já que diferentes espécies podem ser afetadas por enfermidades com impacto direto na economia rural. Esse cuidado ganhou ainda mais importância depois que, em 2023, Minas Gerais foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação, um marco que reforça a credibilidade da produção agropecuária mineira e amplia a abertura de mercados.
Para manter esse status sanitário, o estado depende de vigilância constante e da atualização anual dos rebanhos, que funciona como uma das principais ferramentas de controle. O procedimento pode ser feito de forma presencial nos escritórios do IMA ou pela internet, por meio de um portal específico para o produtor rural, o que facilita o acesso e moderniza o processo. No preenchimento, é necessário informar o número de animais por espécie, idade e sexo, além de registrar nascimentos e mortes ocorridos desde a última atualização. Também deve ser informada a vacinação contra a raiva, doença grave que exige controle permanente por meio da imunização.
O IMA reforça que o prazo até o dia 30 de junho é definitivo e que a colaboração dos produtores é indispensável para garantir a regularidade das propriedades e a continuidade das atividades pecuárias no estado.