A Procuradoria-Geral da República (PGR) estuda revisar os valores previstos para ressarcimento no acordo de delação premiada do empresário Maurício Camisotti, investigado no caso das fraudes no INSS.
De acordo com integrantes do órgão, a quantia acertada entre Camisotti e a Polícia Federal não levou em conta recursos mantidos em contas de empresas ligadas ao empresário que permanecem bloqueadas por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Conforme revelado pelo SBT News, o empresário aceitou devolver R$ 400 milhões provenientes do esquema de irregularidades no INSS aos cofres públicos.
A Polícia Federal aceitou o valor apresentado por Camisotti e encaminhou, em abril, o acordo de colaboração ao Supremo. No entanto, o documento retornou após a corporação informar ao gabinete do ministro André Mendonça que os termos seriam renegociados com participação da PGR.
Nos bastidores, integrantes da equipe do procurador-geral Paulo Gonet indicam que a Procuradoria deverá adotar uma postura mais rigorosa que a da PF durante as tratativas.
Além de defender um aumento na quantia a ser restituída à União, a PGR também irá analisar se os relatos apresentados por Camisotti trazem informações inéditas capazes de justificar os benefícios solicitados no acordo.
Os procuradores ainda devem decidir, em uma etapa posterior, se o empresário será chamado para prestar novos depoimentos.