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Brasil

Taxa de desemprego sobe para 5,8% no Brasil, mas segue abaixo das projeções do mercado

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Indicador do IBGE mostra leve alta no trimestre encerrado em abril, mas país ainda registra um dos menores níveis de desemprego para o período, com renda em patamar recorde

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma leve alta em relação ao trimestre anterior, mas ainda mantém o indicador em nível historicamente baixo para este período do ano e abaixo das projeções do mercado, que esperavam cerca de 6%.

Em números absolutos, o país tinha cerca de 6,3 milhões de pessoas em busca de trabalho, um aumento de 471 mil em relação ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa considera a população com 14 anos ou mais e inclui tanto o trabalho formal, com carteira assinada, quanto o informal.

Mesmo com a alta do desemprego, o nível de ocupação segue elevado, com 102,3 milhões de pessoas trabalhando, o que corresponde a 58,4% da população em idade ativa. A renda média habitual também se manteve em patamar recorde, com cerca de R$ 3.732 por mês.

A taxa de subutilização ficou em 13,8%, atingindo 15,7 milhões de pessoas, enquanto o número de desalentados permaneceu estável em 2,6 milhões. A informalidade recuou para 37,2%, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

Segundo o IBGE, a alta do desemprego está ligada principalmente a fatores sazonais, após o fim do período de maior aquecimento no fim do ano, quando comércio e serviços ampliam contratações temporárias.

Com informações do IBGE e Agência Brasil

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

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