Subsídios aos combustíveis começam a ser reduzidos após gasto de até R$ 16 bilhões durante crise internacional
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Medida do governo federal inicia retirada gradual dos incentivos criados para segurar o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha durante a alta provocada pelo conflito no Oriente Médio; redução acompanha queda do petróleo no mercado mundial
O governo federal anunciou nesta terça-feira o início da retirada gradual dos subsídios aos combustíveis no país. A decisão atinge os incentivos criados para conter a alta dos preços provocada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, em um período de instabilidade no mercado internacional de petróleo.
Segundo a equipe econômica, a mudança foi possível após a queda nas cotações do petróleo no mercado global, impulsionada pelo acordo de cessar-fogo entre os dois países, o que reduziu a pressão sobre os preços e, consequentemente, a necessidade de manutenção das medidas emergenciais.
A partir desta quarta-feira, será encerrada a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Outros benefícios, como os aplicados à gasolina e ao gás de cozinha (GLP), não serão cortados de forma imediata, mas passarão a ser reavaliados diariamente pelo governo e poderão ser reduzidos aos poucos, conforme o comportamento do preço do petróleo no mercado internacional.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que o governo chegou a desembolsar até R$ 16 bilhões com as ações adotadas durante a crise no Oriente Médio. Desse total, cerca de R$ 7,5 bilhões já foram efetivamente gastos, enquanto o restante corresponde a estimativas ainda em consolidação.
De acordo com o governo, a retirada dos subsídios será feita de forma gradual e acompanhada da variação dos preços internacionais do petróleo, com o objetivo de evitar impactos mais fortes para o consumidor final. A equipe econômica também avalia que o encerramento progressivo dos benefícios não deve afetar a arrecadação federal nem gerar pressão adicional sobre a inflação.
Com informações da Agência Brasil e Portal UAI
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasi