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Agronegócio

Agro de Minas exporta US$ 7,37 bilhões até maio e mantém terceira posição no ranking nacional

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Estado responde por mais de 10% das vendas externas do agro brasileiro, mesmo com queda nas receitas puxada pelo café; carnes e soja ajudam a sustentar desempenho e ampliam diversificação da pauta

Agro de Minas exporta US$ 7,37 bilhões até maio e mantém terceira posição no ranking nacional

Estado responde por mais de 10% das vendas externas do agro brasileiro, mesmo com queda nas receitas puxada pelo café; carnes e soja ajudam a sustentar desempenho e ampliam diversificação da pauta

O agronegócio de Minas Gerais movimentou US$ 7,37 bilhões em exportações entre janeiro e maio de 2026 e manteve o estado na terceira posição entre os maiores exportadores do setor no país. Mesmo com uma queda de 12,9% no valor em relação ao mesmo período do ano passado, Minas respondeu por 10,3% de todas as exportações do agronegócio brasileiro no período.

O recuo foi acompanhado por uma redução de 7,5% no volume embarcado, que somou 6,58 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o desempenho reflete principalmente oscilações em cadeias de grande peso na economia mineira, com destaque para o café e o setor sucroalcooleiro, enquanto outras atividades ajudaram a amortecer as perdas.

O café segue como o principal produto da pauta exportadora do estado e sozinho foi responsável por US$ 3,82 bilhões em receitas, o equivalente a 52,1% de tudo o que Minas vendeu ao exterior no agro. Apesar da liderança, houve queda no volume embarcado, que recuou 26,4%, somando 9,03 milhões de sacas. O movimento indica que a redução da receita está ligada principalmente à menor disponibilidade de safra, e não à perda de competitividade no mercado internacional, já que os preços médios subiram 7,3%.

Na segunda posição aparece o complexo da soja, que movimentou US$ 1,68 bilhão e respondeu por 22,9% das exportações mineiras do setor. A oleaginosa ajudou a compensar parte das quedas em outras cadeias produtivas e reforçou o papel dos grãos na sustentação do agronegócio estadual.

O grande destaque positivo do período foi o setor de carnes, que alcançou US$ 753,8 milhões em exportações e cresceu 10,8% em relação ao ano anterior, garantindo 10,3% de participação na pauta. A carne bovina liderou esse desempenho, com US$ 541,2 milhões e avanço de 12% na receita, impulsionada tanto pelo aumento do volume exportado quanto pela valorização nos preços internacionais.

Na sequência aparecem os produtos florestais, com US$ 445,8 milhões, e o complexo sucroalcooleiro, que somou US$ 351,3 milhões em vendas externas.

A China segue como principal destino das exportações do agro mineiro, com compras que somaram US$ 1,90 bilhão no período, o equivalente a 25,8% do total. Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão também se mantêm entre os principais parceiros comerciais, respondendo juntos por mais da metade das vendas externas do estado.

Mesmo com a retração no faturamento, técnicos avaliam que o cenário mostra um processo de maior diversificação dos mercados compradores, com avanço de destinos na Ásia, no Oriente Médio e crescimento de países como a Itália. A leitura é de que Minas Gerais mantém forte competitividade no comércio internacional do agro, ainda que dependente de ciclos mais voláteis de produtos como o café.

Com informações do Diário do Comércio – Agência Minas e Seap

Foto: Agência Minas

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