Safra de grãos em Minas deve bater 19 milhões de toneladas e cresce 3,6%, impulsionada pelo milho
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Levantamento aponta aumento da área plantada e da produtividade no estado. Milho lidera avanço da produção, enquanto feijão registra forte crescimento e soja mantém volume estável em relação à safra passada
Minas Gerais caminha para consolidar uma das maiores safras de grãos dos últimos anos. De acordo com o décimo levantamento da safra 2025/2026 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, estatal responsável pelo monitoramento da produção agrícola no país, o estado deve colher 19,06 milhões de toneladas de grãos, volume 3,6% superior ao registrado na temporada anterior.
O crescimento é resultado da combinação entre o aumento de 2% na área cultivada e um avanço de 1,6% na produtividade das lavouras. Apesar de perdas provocadas pelos períodos de estiagem registrados entre abril e maio em algumas regiões, as condições climáticas foram consideradas favoráveis para o desenvolvimento das culturas ao longo da safra.
Segundo a Conab, as chuvas acima da média registradas em junho ajudaram principalmente as lavouras da segunda safra, enquanto as temperaturas mais baixas observadas neste inverno contribuíram para a conservação da umidade do solo. Já o início de julho tem sido marcado por pouca chuva, cenário considerado normal para esta época do ano.
O principal destaque da safra mineira é o milho. A produção total do cereal está estimada em 7,2 milhões de toneladas, crescimento de 9,8% em comparação com o ciclo anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,1% na área plantada, que alcançou 1,11 milhão de hectares, e pela melhora de 6,5% na produtividade das lavouras.
Na primeira safra de milho, cuja colheita já foi concluída, a produção atingiu 4,7 milhões de toneladas, um salto de 23,4% em relação ao ano passado. Mesmo com atrasos pontuais no plantio e falta de umidade no início do ciclo, as lavouras apresentaram rendimento cerca de 14% superior ao da temporada anterior.
Já a segunda safra segue em colheita e apresenta cenário diferente. A produção foi estimada em 2,48 milhões de toneladas, queda de 9,3%. A área cultivada recuou 3,8%, totalizando 447 mil hectares, enquanto a produtividade caiu 5,7%. As regiões do Noroeste e do Triângulo Mineiro foram as mais afetadas pela falta de chuva, principalmente nas áreas sem irrigação, o que reduziu o potencial produtivo das lavouras.
Outro destaque positivo é o feijão. A produção total deve chegar a 537,4 mil toneladas, crescimento de 16,1% sobre a safra passada. A primeira safra já foi concluída com colheita de 211 mil toneladas, alta de 2,8%. Na segunda safra, a expectativa é de produção de 175,5 mil toneladas, avanço de 18,3%, favorecida pela menor incidência de pragas e pelas chuvas registradas em momentos decisivos para o desenvolvimento das plantas.
A terceira safra de feijão está na fase final de plantio em Minas Gerais. Motivados pelos preços mais atrativos do grão, os produtores ampliaram em 7,7% a área cultivada. Como a maior parte das lavouras é irrigada, não houve impactos significativos da estiagem, e a expectativa é colher 150,9 mil toneladas, volume 38,1% superior ao registrado na temporada anterior.
Já a soja, principal grão produzido em Minas Gerais, manteve praticamente o mesmo desempenho da safra passada. A colheita foi concluída com produção de 9,15 milhões de toneladas, apresentando pequena variação negativa de apenas 0,3%, o que confirma a estabilidade da cultura no estado.
Com o avanço da colheita e as condições climáticas dentro do esperado para o período, Minas Gerais segue com perspectivas positivas para encerrar a safra 2025/2026 com crescimento da produção e forte desempenho de culturas estratégicas para o agronegócio estadual.
Com informações da SEAPA e Diário do Comércio
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