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Economia

Retaliação aos EUA pode custar até R$ 259 bilhões ao Brasil, alerta Fiemg

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Estudo da Fiemg aponta que uma sobretaxa de 50% sobre produtos americanos poderia reduzir o PIB brasileiro em 2,21%.

Uma eventual retaliação comercial do Brasil aos Estados Unidos pode provocar perdas de até 259 bilhões de reais na economia brasileira. O alerta é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, a Fiemg, com base em um estudo realizado pela entidade em 2025. A estimativa considera um cenário em que o Brasil aplicaria uma sobretaxa de 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos.

Segundo a Fiemg, os efeitos de uma escalada da disputa comercial iriam muito além da relação entre exportações e importações. A entidade avalia que tarifas mais altas poderiam afetar toda a cadeia produtiva, com reflexos sobre fornecedores, produção industrial, investimentos, empregos e arrecadação. O prejuízo estimado de 259 bilhões de reais equivale a aproximadamente 2,21% do Produto Interno Bruto, o PIB, que representa a soma de tudo o que o país produz em bens e serviços.

A indústria brasileira também poderia ser atingida pelo aumento dos custos. Empresas nacionais utilizam máquinas, equipamentos, tecnologias, produtos e outros insumos comprados dos Estados Unidos. Com uma eventual sobretaxa, esses itens ficariam mais caros, o que poderia elevar os custos de produção e reduzir a competitividade das empresas brasileiras.

Diante desse cenário, a Fiemg defende que o governo brasileiro priorize uma solução negociada para o conflito comercial. Entre as medidas sugeridas estão a ampliação das exceções às tarifas, a redução de barreiras comerciais e a preservação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano, sem deixar de proteger os interesses da indústria nacional.

A entidade também destaca que o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica não representa, por si só, uma retaliação imediata aos Estados Unidos. O instrumento já havia sido acionado em 2025, mas o governo brasileiro optou, naquele momento, pelas negociações diplomáticas, sem aplicar tarifas retaliatórias.

Para a Fiemg, a prioridade deve ser evitar uma guerra comercial que possa comprometer investimentos, produção e empregos no Brasil.

Com informações da FIEMG

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