Pecuária de Minas cresce no segundo trimestre com alta nos abates, leite e ovos
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Estado aumentou o abate de bovinos, suínos e frangos e manteve a liderança nacional na captação de leite entre abril e junho
A produção pecuária de Minas Gerais apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026, com aumento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de avanços na produção de ovos e na industrialização do leite. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consideram o período entre abril e junho, na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
O destaque ficou com a pecuária bovina. O número de animais abatidos em Minas cresceu 4,9%, ultrapassando 1 milhão de cabeças. O peso das carcaças chegou a 247,4 mil toneladas, alta de 6,1%. Com esse resultado, o Estado ficou na quarta posição entre os maiores produtores do país, atrás de Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
No mercado externo, a carne bovina movimentou 678 milhões e 500 mil dólares em exportações mineiras no primeiro semestre. Foram embarcadas 123,2 mil toneladas, volume 3,9% menor que o registrado no mesmo período anterior. Mesmo com a queda na quantidade, a receita aumentou 12,9%, influenciada pela valorização de 17,4% no preço médio da tonelada.
A suinocultura também registrou crescimento. Foram abatidos 1,91 milhão de suínos no trimestre, alta de 1,5%, enquanto o peso das carcaças chegou a 175,4 mil toneladas, aumento de 2,2%. As exportações de carne suína cresceram 32% no primeiro semestre, com receita de 45,8 milhões de dólares, 21% acima do registrado anteriormente.
Apesar do avanço na produção e nas vendas, o aumento do abate não significa, necessariamente, melhora na rentabilidade dos produtores. A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais afirma que o setor acumula prejuízos desde janeiro e enfrenta dificuldades para transformar o crescimento do volume produzido em equilíbrio financeiro.
No setor de frangos, o número de animais abatidos chegou a 120,1 milhões, crescimento de 0,7%. O peso das carcaças aumentou 0,6%, alcançando 263 mil toneladas. As exportações também contribuíram para o desempenho da atividade: no primeiro semestre, os embarques de carne de frango somaram 210,8 milhões de dólares, com alta de 14,4% na receita e de 8,6% no volume, que chegou a 102,7 mil toneladas.
A produção de ovos também avançou. Minas registrou 127,6 milhões de dúzias no segundo trimestre, aumento de 4,3%. O número de galinhas chegou a 21,5 milhões de cabeças, alta de 1,9%. O Estado manteve a segunda posição entre os maiores produtores de ovos do Brasil, com 10,2% da produção nacional, atrás apenas de São Paulo.
Na produção de leite, Minas Gerais manteve a liderança nacional. Os estabelecimentos sob inspeção sanitária adquiriram 1,75 bilhão de litros de leite cru no segundo trimestre, alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025. O volume industrializado chegou a 1,72 bilhão de litros, crescimento de 1,4%.
A participação mineira correspondeu a 23,8% de todo o leite captado no país no período. O Paraná ficou em segundo lugar, com 16,2%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 13,1%.
O preço líquido médio pago ao produtor mineiro também apresentou recuperação ao longo do trimestre. A média ficou em 2 reais e 70 centavos por litro, passando de 2 reais e 66 centavos em abril para 2 reais e 68 centavos em maio e chegando a 2 reais e 75 centavos em junho.
Os números mostram que o crescimento da pecuária mineira no segundo trimestre ocorreu em diferentes cadeias, com avanço tanto na produção destinada ao mercado interno quanto nas atividades apoiadas pelas exportações.
Com informações do IBGE