Mais mineiros vão às compras no Dia das Crianças, mas gasto médio deve cair
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Intenção de compra sobe de 43,9% para 53,3% em Minas Gerais, enquanto consumidor reduz o valor previsto para os presentes e divide preferência entre lojas físicas e internet
Mais consumidores mineiros pretendem comprar presentes neste Dia das Crianças, mas com maior controle sobre os gastos. A intenção de compra chegou a 53,3% em Minas Gerais, contra 43,9% no ano passado, enquanto o valor médio reservado para os presentes caiu 4,95%.
Os dados são de uma pesquisa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais, a FCDL-MG. O levantamento mostra que a parcela de consumidores dispostos a presentear cresceu 21,4% em relação a 2025. Ao mesmo tempo, o gasto médio previsto passou de R$ 199,58 para R$ 189,70.
Para o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva, os números indicam uma retomada da disposição para o consumo, mas acompanhada de cautela. Segundo ele, as incertezas do cenário econômico e político, em meio ao período eleitoral, fazem com que as famílias mantenham maior controle sobre o orçamento.
A mudança de comportamento também aparece na escolha de onde comprar. No ano passado, 60% dos entrevistados apontavam as lojas físicas como preferência e apenas 8% pretendiam recorrer ao comércio eletrônico. Neste ano, 43,8% dizem que devem comprar presencialmente e 37,5% pela internet. Outros 18,8% pretendem utilizar os dois canais.
Os brinquedos continuam liderando com folga a lista de presentes e concentram 60,5% das intenções de compra. As roupas aparecem em seguida, com 23,3%, seguidas por chocolates, com 9,3%, e calçados, com 7%.
O cartão de crédito deverá ser a principal forma de pagamento, escolhido por 53,1% dos consumidores. O Pix aparece na sequência, com 28,1%, e o cartão de débito, com 12,5%. Boleto e crediário representam 3,1% cada.
Apesar do aumento da intenção de consumo, 46,7% dos entrevistados não pretendem comprar presentes. Nesse grupo, 60,7% afirmam não ter crianças para presentear. As dificuldades financeiras são apontadas por 32,1%, enquanto 7,1% dizem não ter o hábito de comprar presentes na data.
Para o comércio, a pesquisa também sinaliza uma mudança importante: a diferença entre compras presenciais e digitais diminuiu de forma acentuada. Na avaliação da FCDL-MG, preço e variedade continuam relevantes, mas a possibilidade de atender o consumidor tanto na loja física quanto pela internet ganhou peso na disputa pelas vendas do Dia das Crianças.
Com informações da FCDL-MG
Foto: ilustrativa