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Brasil

Canal do Panamá mantém operações normais após terremoto de magnitude 7,7

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

O Canal do Panamá continua funcionando normalmente após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na sexta-feira (9). Apesar dos danos registrados em diferentes regiões do território panamenho, a passagem de navios pela hidrovia não sofreu interrupções. A informação foi confirmada pela administração do canal, que realizou inspeções nas instalações depois do tremor e dos abalos secundários.

As primeiras avaliações identificaram danos de pequena proporção em quatro prédios administrativos localizados no setor do Pacífico. Também foram encontradas avarias em estruturas metálicas dos reservatórios da estação de tratamento de água de Monte Esperanza, na província de Colón. Nenhuma dessas ocorrências comprometeu a navegação.

Equipes técnicas permanecem responsáveis pela verificação das eclusas, barragens e demais estruturas utilizadas no funcionamento do canal. Na estação de Monte Esperanza, o abastecimento de água foi mantido enquanto são avaliados os reparos necessários.

A manutenção das operações evita, até o momento, uma interrupção em uma das principais rotas do transporte marítimo internacional. O Canal do Panamá liga os oceanos Atlântico e Pacífico e permite que embarcações façam a travessia sem precisar contornar a América do Sul. A hidrovia tem importância estratégica para o comércio entre diferentes regiões do mundo.

O terremoto ocorreu por volta das 12h56, no horário local, com epicentro próximo à comunidade de La Pitaloza, no sul do país. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor teve profundidade aproximada de 12,6 quilômetros e foi sentido inclusive na Cidade do Panamá, a cerca de 200 quilômetros da região do epicentro.

A força do abalo levou milhares de moradores às ruas e provocou a retirada preventiva de pessoas de edifícios comerciais e residenciais. Na capital, o transporte e a circulação de veículos foram afetados pelas evacuações.

O balanço mais recente divulgado pelas autoridades aponta 27 feridos e nenhuma morte confirmada. Os danos mais expressivos ocorreram nas províncias de Veraguas, Herrera, Coclé e Los Santos, onde foram identificados problemas em centenas de residências e escolas, além de igrejas, hotéis e pontes.

O governo panamenho declarou estado de emergência para agilizar o atendimento às comunidades atingidas e os trabalhos de recuperação. O presidente José Raúl Mulino visitou áreas afetadas, incluindo a cidade de Penonomé, onde houve desabamentos e danos em construções.

O terremoto também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em seis províncias. Na Cidade do Panamá, o metrô suspendeu temporariamente as atividades por segurança. O Aeroporto Internacional de Tocumen chegou a interromper os voos, mas retomou as operações após as verificações necessárias.

Nas horas seguintes ao tremor principal, foram registrados diversos abalos secundários, incluindo um de magnitude 6,6. O terremoto também levou à emissão de alertas de tsunami para áreas costeiras de países da América Central e da América do Sul. Os avisos foram posteriormente cancelados.

Para apoiar as ações de emergência, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe anunciou uma doação de US$ 250 mil e disponibilizou uma linha de crédito de até US$ 50 milhões para o Panamá.

Enquanto as autoridades trabalham no levantamento dos prejuízos e na assistência à população, a administração do Canal do Panamá continua monitorando suas instalações. As avaliações realizadas até agora não identificaram danos capazes de impedir a passagem de embarcações pela hidrovia.

Fontes: UOL – Folha e Agências

Foto: ilustrativa

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