Acordo entre Mercosul e União Europeia começa a valer e promete mudar o comércio global
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Entrou em vigor nesta sexta-feira (1º) o acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia, que reduz tarifas de importação e abre espaço para maior circulação de produtos entre os dois mercados
Começa a valer a partir desta sexta-feira (1º) o acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia, após mais de duas décadas de negociações. O tratado prevê a redução ou eliminação de impostos cobrados sobre produtos importados e exportados entre os dois blocos, o que deve facilitar o comércio, ampliar mercados e, ao longo do tempo, influenciar preços e a competitividade das empresas.
Na prática, o acordo estabelece que cerca de 95% dos produtos exportados pelo Mercosul e 91% dos itens europeus terão redução ou eliminação de tarifas. Esse processo, no entanto, não acontece de uma vez só. A retirada dos impostos será gradual: pode levar até 15 anos no caso dos países sul-americanos e até 12 anos na Europa, com prazos ainda mais longos em setores específicos, como o automotivo.
Apesar da transição longa, algumas mudanças já começam a ser sentidas. Parte dos produtos europeus terá imposto zerado imediatamente no Brasil, como determinados tipos de vinhos, frutas, ferramentas e equipamentos. Outros itens bastante consumidos, como chocolates, queijos e bebidas, terão redução progressiva ao longo dos próximos anos.
Do lado do consumidor, a expectativa é de aumento da oferta de produtos importados e possível queda de preços em alguns segmentos. Para as empresas brasileiras, a abertura pode significar acesso mais barato a máquinas e insumos, o que tende a reduzir custos de produção e aumentar a competitividade.
No caminho inverso, a União Europeia também vai eliminar tarifas de importação para milhares de produtos brasileiros, com destaque para itens industriais e do agronegócio. O setor agrícola aparece como um dos principais beneficiados, com possibilidade de ampliação das exportações, embora ainda existam limites e cotas para alguns produtos.
O acordo também traz regras específicas sobre rotulagem e proteção de produtos com indicação de origem, impedindo o uso de nomes tradicionais fora das regiões reconhecidas oficialmente, tanto na Europa quanto nos países do Mercosul.
Mesmo já em aplicação provisória, o tratado ainda depende de aprovação final das instituições europeias e pode passar por ajustes. Especialistas avaliam que, além da redução de tarifas, o acordo pode estimular novos investimentos e maior integração econômica entre os blocos, mas os efeitos completos vão depender de fatores como o câmbio, o cenário internacional e o ritmo dos investimentos nos próximos anos.
Com informações da CNN
Foto: ilustrativa
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