Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 278,8 bilhões em abril de 2026
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Resultado é o maior já registrado para o mês desde 1995 e foi impulsionado principalmente pela alta do petróleo e pelo aumento de tributos, segundo dados da Receita Federal. No acumulado do ano, governo também registra recorde histórico de arrecadação
A arrecadação do governo federal brasileiro chegou a R$ 278,8 bilhões em abril de 2026, o maior valor já registrado para esse mês desde o início da série histórica em 1995, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira. O resultado mostra um crescimento de 20,8% em comparação com abril do ano passado e ocorre em um momento de aumento de receitas em diferentes áreas da economia, especialmente ligadas ao setor de petróleo e gás natural, além de mudanças em impostos cobrados pelo governo.
No acumulado de janeiro a abril deste ano, a arrecadação também atingiu um novo recorde, somando R$ 735 bilhões. Segundo a Receita Federal, órgão responsável por administrar e fiscalizar os tributos federais no país, o principal fator que impulsionou o resultado foi o forte aumento das receitas vindas da exploração de petróleo e gás. Esse setor teve uma alta expressiva, passando de R$ 11 bilhões no ano passado para R$ 40,2 bilhões neste ano, um crescimento de 264%. Somente em abril, a arrecadação ligada ao petróleo chegou a R$ 11,4 bilhões, um salto de 541% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Esse avanço está relacionado à alta do preço internacional do petróleo, influenciada por tensões no cenário global, incluindo a guerra no Irã, que afeta o mercado energético mundial e eleva o valor do barril. Além disso, a arrecadação também foi impactada pelo aumento do IOF, sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, que incide sobre operações de crédito, câmbio e seguros, após um decreto do governo que elevou a alíquota no ano passado.
O resultado recorde é considerado importante para o governo federal, que trabalha para cumprir a meta de superávit, ou seja, arrecadar mais do que gasta, estimada em R$ 34 bilhões para 2026. Parte da arrecadação adicional, especialmente vinda do petróleo, pode ser usada para financiar medidas de subsídio aos combustíveis anunciadas desde março e que estão em análise no Congresso Nacional.
Com informações de O GLOBO e CNN
Foto:© Marcelo Camargo/Agência Brasil