Caso Lulinha provoca reação no PT e reabre discussão sobre possível interferência na PF
Jornalista natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no...
A saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso causou surpresa, inclusive ao ministro André Mendonça, responsável por decisões ligadas à investigação que apura supostas fraudes no INSS

Foto: rede social
A alteração promovida pela Polícia Federal (PF) na chefia do inquérito que investiga supostas fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), envolvendo pessoas próximas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, gerou movimentações nos bastidores do PT e reavivou discussões políticas sobre possíveis interferências dentro da corporação.
A substituição, que levou à saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso, ocorreu durante o avanço das apurações relacionadas ao esquema no INSS e, segundo reportagem da CNN, surpreendeu até o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável por decisões ligadas ao inquérito. Dentro do PT, a mudança é encarada com normalidade. A avaliação pública é de que teria havido lentidão nas investigações, o que teria motivado a troca. De acordo com o deputado Nilto Tatto (PT-SP), trata-se de um procedimento interno já esperado dentro da PF.
“Evidentemente a demora na condução das apurações motivou a substituição do delegado responsável pelo caso. Entendo que a mudança é uma questão interna da PF para dar mais celeridade às investigações e verificar se o então responsável estava agindo politicamente, em vez de conduzir o trabalho como deveria”, afirmou.
Já a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso criticou a troca do delegado e aprovou, na última terça-feira (19), um convite para que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, preste esclarecimentos sobre as mudanças.
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