Cesta básica fica mais cara em Belo Horizonte e chega a R$ 768,10 em setembro
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Nove dos 13 produtos pesquisados registraram aumento de preço; tomate liderou as altas, mas carne teve maior impacto no custo total da cesta
O custo da cesta básica voltou a subir em Belo Horizonte e chegou a R$ 768,10 em setembro, após um aumento de 1,44% em relação a agosto. A alta foi registrada em nove dos 13 produtos que compõem a cesta, com destaque para o tomate, a batata e a carne bovina. Os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Com o resultado de setembro, a cesta básica acumula aumento de 3,41% desde o início de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a elevação chega a 3,93%.
O tomate apresentou a maior variação entre os alimentos pesquisados, ficando 12,97% mais caro em apenas um mês. A batata inglesa aparece em seguida, com aumento de 4,36%, enquanto o chã de dentro, corte de carne bovina, registrou alta de 3,72%.
Embora o tomate tenha liderado os reajustes percentuais, foi a carne que mais pesou no aumento do custo total da cesta. Isso acontece porque o impacto de cada alimento no orçamento depende não apenas da variação de preço, mas também da quantidade considerada na pesquisa e de sua participação no valor final. Nesse cálculo, o chã de dentro teve a maior contribuição para a alta de setembro, seguido pelo tomate e pela batata inglesa.
Nem todos os alimentos, porém, ficaram mais caros. Quatro dos 13 produtos apresentaram redução de preço. A principal queda foi registrada na banana caturra, que ficou 10,43% mais barata em relação a agosto.
O levantamento também mostra quanto da renda de um trabalhador é necessário para comprar os alimentos considerados essenciais. Em setembro, o valor da cesta básica correspondeu a 47,38% do salário mínimo.
Apesar da elevação dos preços no mês, essa proporção ficou abaixo da registrada em setembro de 2025, quando a compra da mesma cesta comprometia 48,69% do salário mínimo.
Assim, embora os alimentos pesquisados tenham acumulado aumento de preços nos últimos 12 meses, a parcela do salário mínimo necessária para adquirir a cesta básica em Belo Horizonte apresentou uma redução de 1,31 ponto percentual na comparação anual.
Com informações da UFMG
Foto: ilustrativa
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