Comércio fecha mais de 2 mil vagas formais em julho e acumula saldo negativo no ano
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Setor foi o único entre os cinco grandes segmentos da economia brasileira a registrar mais demissões do que contratações no mês; país criou 58,5 mil empregos formais, pior resultado para julho desde 2020.
O comércio brasileiro fechou 2.056 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Com o resultado, o setor acumula 7.896 postos de trabalho com carteira assinada perdidos entre janeiro e julho de 2026.
O comércio foi o único entre os cinco grandes setores da economia a apresentar saldo negativo de empregos no mês. Enquanto o segmento reduziu postos de trabalho, os demais registraram contratações. Serviços lideraram a geração de vagas, com mais de 24 mil novos empregos, seguidos pela construção civil, agropecuária e indústria.
No conjunto da economia, o Brasil criou 58.568 empregos formais em julho, número 56% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. Foi também o pior resultado para julho desde 2020. Apesar da desaceleração, o país acumula 972.203 novas vagas com carteira assinada nos primeiros sete meses de 2026.
Entre os fatores que ajudam a explicar o desempenho do comércio está o cenário de juros elevados, que aumenta o custo do crédito e pode reduzir o consumo e os investimentos. Outro elemento é o crescimento das compras pela internet, que vem modificando o funcionamento do varejo e levando empresas a rever estratégias e estruturas de contratação.
Para o ministro interino do Trabalho, Francisco Macena, o momento representa uma transformação no setor, e não necessariamente uma crise generalizada.
Os números, porém, apontam para uma possível perda de ritmo na criação de empregos formais, especialmente diante dos efeitos dos juros elevados sobre o consumo e a atividade econômica.
Com informações da CNN
Foto: ilustrativa