Energia elétrica sobe 7,42% em setembro e responde por quase metade da alta do IPCA-15
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Fim do bônus de Itaipu e manutenção da bandeira amarela elevaram a tarifa, enquanto o grupo Habitação avançou 2,07% no mês
A energia elétrica residencial ficou 7,42% mais cara em setembro e teve impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA-15, prévia da inflação oficial. No período, o índice geral subiu 0,70%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta da tarifa ocorreu principalmente com o fim do efeito do bônus de Itaipu, que havia reduzido o valor das contas de luz em agosto. Naquele mês, o preço da energia elétrica residencial caiu 6,25% com a aplicação do crédito. Em setembro, com o encerramento do benefício, a tarifa voltou a subir e passou a pressionar o resultado da inflação.
Outro fator foi a permanência da bandeira tarifária amarela. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A cobrança adicional está relacionada a condições menos favoráveis para a geração de energia, que exigem a utilização de fontes com custos mais elevados.
O aumento da conta de luz também influenciou diretamente o grupo Habitação, que registrou alta de 2,07% em setembro, a maior entre os segmentos pesquisados pelo IBGE.
O resultado mostra o peso que alterações nas tarifas de energia podem exercer sobre o orçamento das famílias e sobre a variação da inflação medida no país.
Com informações IBGE e CNN
foto: ilustrativa