Exportação de café cresce 20% e atinge maior volume em 20 meses
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Brasil embarcou 3,93 milhões de sacas em setembro e faturou US$ 1,29 bilhão, mesmo com queda de quase 10% no preço médio do produto.
As exportações brasileiras de café verde alcançaram em setembro o maior volume dos últimos 20 meses. Foram embarcadas 235,8 mil toneladas, equivalentes a 3,93 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O resultado representa crescimento de 20,4% em relação a setembro de 2025. O aumento dos embarques ocorreu em um momento em que os exportadores passaram a contar com maior disponibilidade de grãos da nova safra, após a conclusão da colheita, que havia sofrido atrasos provocados por chuvas atípicas durante o inverno.
O avanço no volume também sustentou a receita das exportações, apesar da redução das cotações. As vendas de café ao exterior movimentaram US$ 1,29 bilhão no mês, alta de 8,7% na comparação anual. O preço médio recebido pelo produto, por outro lado, caiu 9,8%.
Entre os principais produtos agropecuários exportados in natura pelo Brasil, o café ficou atrás apenas da soja em geração de divisas. A oleaginosa rendeu US$ 3,47 bilhões em setembro, crescimento de 11,9% sobre igual período do ano passado. Em volume, foram exportadas 7,36 milhões de toneladas, resultado praticamente estável.
Outros produtos importantes da pauta do agronegócio tiveram desempenho diferente. Os embarques de milho recuaram mais de 30% e ficaram em 5,2 milhões de toneladas. Entre os fatores apontados estão o aumento da demanda interna, especialmente com a expansão da indústria de etanol, e a maior competitividade do milho argentino no mercado internacional.
A carne bovina in natura também registrou forte redução. As exportações brasileiras caíram 38% frente a setembro do ano passado, para 195,2 mil toneladas. O resultado ocorreu principalmente após o esgotamento da cota chinesa sujeita a uma tarifa menor.
As vendas de carne bovina para a União Europeia também permaneceram suspensas desde o início de setembro, depois que o Brasil ficou fora da lista de países habilitados a exportar para o bloco diante de exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.
Com informações da SECEX
Foto: ilustrativa