Índice de Atividade Econômica recua 0,7% em março, mas mantém alta no acumulado do ano
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Indicador do Banco Central mostra queda no mês, com desempenho negativo em todos os setores da economia, mas ainda registra crescimento no trimestre e em 12 meses. Dado funciona como uma prévia do PIB e ajuda a medir o ritmo da atividade econômica no país.
O Índice de Atividade Econômica, conhecido como IBC-Br, apontou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. Mesmo com o recuo mensal, o indicador ainda mostra crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025.
O índice é usado como uma espécie de termômetro da economia brasileira, reunindo informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária. Ele passa por ajustes sazonais, ou seja, uma forma de corrigir variações típicas de cada período do ano para permitir uma comparação mais fiel entre os meses.
Em março, todos os principais setores da economia apresentaram resultado negativo, incluindo a agropecuária, a indústria e os serviços, o que ajudou a puxar o indicador para baixo no mês.
Apesar disso, no acumulado mais recente, o IBC-Br avançou 1,3% no trimestre encerrado em março de 2026 em relação ao trimestre anterior. Já na comparação de 12 meses, houve crescimento de 1,8%. Em 2025, o indicador fechou com alta de 2,45%, mostrando que, mesmo com oscilações mensais, a economia manteve expansão.
O resultado mais recente reforça sinais de desaceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira em comparação com anos anteriores, em um cenário de expectativa de avanço mais moderado nos próximos períodos. Além disso, fatores externos seguem pressionando o ambiente econômico, como tensões internacionais e a alta do petróleo, que impactam diretamente os preços dos combustíveis. No acumulado do ano, esses produtos já registram aumento médio de 6,8%, influenciando o custo de vida e a inflação no país.
Com informações da CNN e UAI
Foto: ilustrativa Agência Brasil
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