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Brasil

Inflação desacelera em junho, mas segue acima do esperado; desemprego cai ao menor nível desde 2012

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, indicador calculado pelo IBGE, desacelerou para 0,41% em junho, após ter registrado alta de 0,62% em maio. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava avanço médio de 0,44% para o mês. Mesmo com essa redução no ritmo, o índice ainda é o mais alto para um mês de junho em quatro anos, refletindo a continuidade das pressões vindas principalmente dos alimentos e da energia elétrica.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 chegou a 4,8%, acima dos 4,64% registrados até maio e também acima do teto da meta de inflação definida pelo Banco Central do Brasil, que é de 4,5%. O grupo de alimentação e bebidas segue como principal influência de alta, embora tenha apresentado uma leve desaceleração em relação ao mês anterior. Já os custos com energia também contribuíram para o resultado geral. O comportamento da inflação mantém o mercado atento aos próximos passos da política de juros do país, a taxa básica Selic, que recentemente foi reduzida para 14,25% ao ano pelo Banco Central do Brasil. As projeções para a inflação de 2026 continuam em alta e já superam o teto da meta, influenciadas por fatores como a alta dos combustíveis, impactada por tensões internacionais no Oriente Médio, e riscos climáticos que podem afetar a produção de alimentos no segundo semestre.

Em paralelo ao cenário de preços, o mercado de trabalho brasileiro apresentou melhora significativa. A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também divulgada pelo IBGE. Trata-se do menor índice para o período desde o início da série histórica, em 2012. O país registrou 6,1 milhões de pessoas desocupadas, número estável em relação ao trimestre anterior, mas 9,3% menor na comparação com o mesmo período do ano passado. A população ocupada chegou a 102,7 milhões de trabalhadores.

A chamada subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas disponíveis para trabalhar, mas fora do mercado, caiu para 13,3%, também o menor nível da série histórica. Já o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.726, com estabilidade no trimestre e alta de 4% em um ano. A massa total de rendimentos no país alcançou R$ 377,7 bilhões, reforçando um cenário de recuperação gradual da renda, mesmo em meio às pressões inflacionárias ainda presentes na economia.

Com informações da Agência Brasil / CNN e Portal UAI

Foto: ilustrativa Agência Brasil

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