Rádio 89 FM Maravilha – 89.1 FM Belo Horizonte

89 FM Maravilha – Notícias e Rádio ao Vivo

A 89 FM Maravilha é uma rádio comprometida com informação, música e entretenimento de qualidade, levando aos ouvintes notícias atualizadas e cobertura regional.

O portal 89maravilhafm.com reúne as principais notícias do Brasil e regiões, além de conteúdos exclusivos e transmissão ao vivo.

Internacional

Naufrágio na costa africana deixa 109 mortos, incluindo 15 crianças, e mais de 116 desaparecidos

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Embarcação transportava 305 migrantes do Djibuti para o Iêmen. Mais de 80 pessoas sobreviveram, enquanto equipes de resgate continuam as buscas.

 

Pelo menos 109 migrantes morreram e mais de 116 estão desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação na costa do Djibuti, no nordeste da África. Entre as vítimas estão 15 crianças. O barco transportava 305 pessoas que tentavam chegar ao Iêmen, no Oriente Médio. O balanço foi divulgado neste domingo (11) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada às Nações Unidas.

O acidente aconteceu durante a madrugada de sexta-feira (9), nas proximidades de Guhere, ao norte da cidade de Obock. Segundo relatos de sobreviventes, a embarcação havia partido do Djibuti em direção ao território iemenita quando virou durante a travessia.

Entre os 109 corpos recuperados pelas equipes de resgate estão os de 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças, sendo nove meninas e seis meninos. Mais de 80 pessoas conseguiram sobreviver. De acordo com a OIM, todos os sobreviventes são de nacionalidade etíope.

As autoridades locais continuam as operações de busca diante do elevado número de desaparecidos. Equipes da organização internacional também atuam na região, prestando assistência médica e humanitária às vítimas.

No Centro de Resposta a Migrantes de Obock, 64 sobreviventes recebem atendimento médico, apoio psicológico, alimentação e abrigo temporário. A organização também trabalha para restabelecer o contato dessas pessoas com seus familiares. Paralelamente, as autoridades do Djibuti organizam os sepultamentos das vítimas.

O chefe da missão da OIM no país, Alexandre Coissac, classificou o naufrágio como uma perda devastadora de vidas e manifestou solidariedade às famílias que perderam parentes ou ainda aguardam informações sobre os desaparecidos.

A embarcação seguia uma das principais rotas migratórias utilizadas por pessoas que deixam países do Chifre da África em direção ao Oriente Médio. Conhecido como Rota Oriental, o percurso passa pelo Djibuti e pelo estreito de Bab el-Mandeb, que separa o continente africano da Península Arábica.

Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes enfrentam essa travessia na tentativa de chegar ao Iêmen e, posteriormente, aos países do Golfo, onde procuram oportunidades de trabalho e melhores condições de vida.

A pobreza, a insegurança e os efeitos das mudanças climáticas estão entre os fatores que impulsionam esses deslocamentos. Mesmo diante dos conflitos e da instabilidade no Iêmen, o fluxo migratório permanece intenso.

Dados da OIM mostram que, desde 10 de setembro, foram registrados mais de 20 mil deslocamentos de entrada no Djibuti provenientes da Etiópia.

Os riscos enfrentados pelos migrantes não se limitam ao transporte marítimo. Ao desembarcarem no Iêmen, muitos ficam expostos à violência, detenções arbitrárias, exploração e tráfico de pessoas.

Em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram ao longo da Rota Oriental, segundo o Projeto Migrantes Desaparecidos, mantido pela OIM. No mesmo período, o número de pessoas que realizaram a travessia aumentou 18%. Em março deste ano, outro naufrágio na região deixou nove mortos e 45 desaparecidos.

Diante da dimensão da nova tragédia, a Organização Internacional para as Migrações solicitou a ampliação do apoio financeiro e operacional de doadores e parceiros internacionais. A entidade afirma que os recursos são necessários para manter as buscas, garantir atendimento aos sobreviventes e ampliar as alternativas de migração segura na região.

Com informações da CNN

Foto: Agências

Compartilhar:

Posts Relacionados