Renda dos brasileiros bate recorde e chega a R$ 3.367 em 2025, impulsionada pelo emprego e menor desemprego da história
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Levantamento nacional mostra avanço da renda média e do rendimento por morador, com destaque para melhora no mercado de trabalho, crescimento do emprego formal e mudanças na composição das fontes de renda das famílias
A renda média dos brasileiros alcançou um novo recorde em 2025, com crescimento de 6,9% e valor de R$ 3.367, segundo dados de uma pesquisa nacional que acompanha a renda da população desde 2012. O estudo mostra ainda que o rendimento médio por pessoa dentro das famílias chegou a R$ 2.264 por mês, também o maior nível já registrado na série histórica.
O resultado é atribuído principalmente ao desempenho do mercado de trabalho, que vive um momento de forte geração de empregos e registra a menor taxa de desemprego já observada no país. Com mais pessoas ocupadas dentro das famílias, o impacto direto foi o aumento da renda média por morador e a sequência de recordes no rendimento nacional.
Os dados fazem parte de um levantamento oficial sobre renda de todas as fontes, divulgado nesta sexta-feira por um instituto de estatísticas do governo federal. A pesquisa é realizada desde 2012 e permite comparar a evolução do rendimento das famílias ao longo dos anos. Em relação ao ano anterior, o crescimento da renda per capita acelerou e superou até mesmo o avanço observado entre 2012 e 2019, período em que houve alta de 6,8%. No acumulado desde o início da série, o aumento chega a cerca de 27%.
De acordo com análise técnica da pesquisa, embora programas sociais do governo e outras fontes de renda também tenham contribuído para a recuperação econômica no período pós-pandemia, o principal motor do crescimento foi mesmo o rendimento do trabalho, que responde por 75,1% de toda a renda das famílias.
Os programas sociais representam 3,5% da renda média, enquanto outras fontes, como aluguel de imóveis, pensões alimentícias, doações, mesadas e rendimentos diversos, também compõem o total. Um ponto destacado pelo levantamento é o aumento da participação de investimentos financeiros, seguro-desemprego e bolsas de estudo, que passaram de 1,6% para 2% da renda, movimento associado, entre outros fatores, ao cenário de juros mais altos no período.
O estudo também reforça que o avanço do emprego formal foi decisivo para o aumento da renda, já que mais trabalhadores com carteira assinada dentro das famílias ajudam a elevar o rendimento médio por pessoa. A tendência, segundo a pesquisa, é reforçada pelo cenário de queda no desemprego no fim do ano analisado.
Em outra frente analisada, o envelhecimento da população também tem impacto direto na composição da renda no país. Em 2025, cerca de 29,3 milhões de brasileiros recebiam aposentadoria ou pensão, o equivalente a 13,8% da população, o maior percentual já registrado desde o início da série histórica.
Esse crescimento vem acontecendo de forma gradual ao longo dos anos, refletindo o aumento da expectativa de vida e a mudança no perfil demográfico do país. Em 2012, esse grupo representava 11,7% da população; em 2019, chegou a 13,1%; e em 2024, a 13,5%, até alcançar o novo patamar em 2025.
Dentro das fontes de renda não ligadas ao trabalho, aposentadorias e pensões seguem como a principal origem de recursos para milhões de brasileiros. Já os programas sociais aparecem como segunda principal fonte nesse grupo, com maior peso nas regiões Norte e Nordeste, enquanto Sul e Sudeste concentram maior participação de rendimentos ligados à aposentadoria e pensões, devido ao perfil mais envelhecido da população nessas áreas.
Com informações do O Globo – CNN e Agência Brasil
Foto: © José Cruz/Agência Brasi
Posts Relacionados
Exportações de serviços crescem, mas Brasil mantém forte déficit externo em 2025
Lote com contaminação da Ypê: Anvisa protela análise de recurso e preserva suspensão de produtos