Tribunal Sírio condena Bashar Al-assad à morte por crimes de guerra

Um tribunal da síria condenou, nesta terça-feira, o ditador deposto Bashar Al-Assad à morte, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil do país. A decisão marca o primeiro veredito emitido contra o ex-líder sob as autoridades do governo de transição, liderado por Ahmed Al-Sharaa, após a queda do regime em dezembro de 2024. Atualmente, Assad permanece refugiado em Moscou, na Rússia.
Além do ditador deposto, seu primo Atef Najib, ex-chefe da segurança política na província de Daraa, também foi condenado à pena máxima por crimes contra a humanidade. Najib, preso em janeiro do ano passado, foi considerado culpado por sequestro, homicídio doloso de crianças menores de 15 anos e práticas de tortura que resultaram em morte durante o levante de 2011.
A guerra civil síria deixou centenas de milhares de mortos e deslocou milhões de pessoas, levando cerca de cinco milhões a buscarem refúgio em países vizinhos. A queda do regime da família Assad encerrou um domínio de 54 anos no poder e abriu caminho para o retorno gradual da população ao país.
Apesar da mudança de poder, a Síria segue fragmentada e em busca de estabilidade, enfrentando episódios de violência sectária no período pós-Assad que geraram novos deslocamentos. O governo de transição ainda luta para restabelecer a autoridade de damasco em todo o território nacional e vencer a desconfiança das minorias.