União Europeia suspende importações de produtos de origem animal do Brasil
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Medida entra em vigor nesta quinta-feira e afeta carnes bovina e de frango, ovos, mel e tripas destinadas ao consumo humano
A União Europeia começa a suspender nesta quinta-feira a importação de produtos brasileiros de origem animal que estão sujeitos às novas regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos. A restrição atinge carnes bovina e de frango, ovos, mel e tripas destinados ao consumo humano.
A decisão havia sido anunciada em maio, quando o Brasil foi retirado da lista de países considerados em conformidade com as exigências europeias. Segundo a Comissão Europeia, o país não apresentou garantias suficientes de que os animais destinados ao mercado europeu não recebem antimicrobianos para estimular o crescimento ou medicamentos reservados ao tratamento de seres humanos.
No caso da carne bovina, as regras europeias estabelecem que o controle sobre o uso dessas substâncias deve ser realizado durante todo o ciclo de vida dos animais. A exigência faz parte das medidas adotadas pelo bloco para controlar o uso de medicamentos veterinários e evitar a presença de resíduos considerados inadequados nos produtos destinados ao consumo.
A suspensão preocupa o setor agropecuário brasileiro porque a União Europeia é considerada um mercado estratégico para as exportações. O bloco é o segundo maior destino dos produtos agropecuários do Brasil, com participação relevante nas compras de carnes, soja, café, sucos, frutas e outros produtos.
O Ministério da Agricultura informa que as negociações técnicas com as autoridades europeias continuam. O governo brasileiro também apresentou documentação à União Europeia e afirma possuir sistemas de monitoramento e controle de resíduos e contaminantes na produção animal.
A intenção das autoridades brasileiras é reverter a decisão e restabelecer a autorização para as exportações. Enquanto as negociações prosseguem, a suspensão coloca as exigências sanitárias europeias no centro das discussões entre Brasil e União Europeia e cria mais um desafio para o setor brasileiro de proteínas animais, que tem nos mercados internacionais uma importante frente de comercialização.
Com informações de Agências / CNN e O Globo
Foto:ilustrativa
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