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Agronegócio

Agronegócio de Minas movimenta US$ 10,5 bilhões em exportações no ano e mantém volume embarcado

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Setor respondeu por 41% das exportações mineiras entre janeiro e julho, com destaque para soja e carnes; café continua como principal produto vendido ao exterior

O agronegócio de Minas Gerais movimentou US$ 10,5 bilhões com as exportações realizadas entre janeiro e julho de 2026. No período, foram embarcadas 10,3 milhões de toneladas de produtos, volume praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com alta de 0,1%. O desempenho reforça o peso do setor no comércio exterior do estado, que respondeu por 41% dos US$ 25,61 bilhões exportados por Minas nos primeiros sete meses do ano.

Apesar da estabilidade no volume, a receita foi 8,5% menor na comparação anual. O resultado está relacionado principalmente à redução de 8,6% no preço médio recebido por tonelada e à queda nos embarques de café, produto que continua liderando a pauta de exportações do agronegócio mineiro.

O café gerou US$ 5,08 bilhões em receitas entre janeiro e julho, o equivalente a 48,4% de todo o faturamento do setor. O volume exportado, porém, caiu 19,6%, para 12,4 milhões de sacas de 60 quilos, ou 745,9 mil toneladas. A receita com o produto recuou 18,4%, enquanto o preço médio da tonelada subiu 1,5%.

De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a redução dos embarques está principalmente ligada à menor disponibilidade do grão, após estoques mais baixos provocados por safras anteriores menores. Minas Gerais continua na liderança nacional das exportações de café e respondeu por cerca de 68% da receita brasileira obtida com as vendas externas do produto no período. A expectativa é que uma safra maior em 2026 contribua para aumentar gradualmente a oferta disponível para exportação no segundo semestre.

Enquanto o café teve redução nos embarques, o complexo soja apresentou forte crescimento e se tornou um dos principais destaques positivos do comércio exterior do agronegócio mineiro. As vendas internacionais somaram US$ 2,54 bilhões, alta de 13,3% em relação aos primeiros sete meses de 2025. O volume exportado cresceu 5,4%, chegando a 5,91 milhões de toneladas.

A soja em grãos foi responsável pela maior parte desse resultado, com US$ 2,45 bilhões em receitas, crescimento de 13,4%, acompanhado de alta de 5,4% no volume. O farelo de soja gerou US$ 79,8 milhões, aumento de 8%, enquanto o óleo de soja alcançou US$ 16,4 milhões, avanço de 21,9%. Segundo a Seapa, o desempenho foi favorecido pelo aumento do volume comercializado, pela demanda internacional e pela valorização do produto, cujo preço médio por tonelada passou de US$ 400 para cerca de US$ 430.

O grupo das carnes também apresentou crescimento e alcançou US$ 1,09 bilhão em exportações, alta de 8% na receita. O volume ficou praticamente estável, com 286 mil toneladas embarcadas e aumento de 0,7%.

A carne bovina respondeu por US$ 778,2 milhões, crescimento de 5,5% no faturamento. Mesmo com a redução de 8,9% no volume, que ficou em 135,7 mil toneladas, a alta de 15,7% no preço médio da tonelada garantiu o resultado positivo. A carne de frango também avançou, com US$ 248 milhões em receitas, alta de 14,3%, e 119,3 mil toneladas exportadas, crescimento de 7,9%.

Nas exportações de carne suína, Minas Gerais movimentou US$ 53,7 milhões, aumento de 18,9%. O resultado foi acompanhado por uma expansão de 30,6% no volume embarcado, que chegou a 27,2 mil toneladas.

Em outra frente, o complexo sucroalcooleiro enfrentou um cenário menos favorável. As exportações somaram US$ 746,5 milhões nos primeiros sete meses do ano, queda de 24,9% na receita e de 7% no volume, que totalizou 2 milhões de toneladas. O açúcar respondeu por US$ 729,8 milhões, retração de 23%, enquanto as vendas externas de álcool caíram 65,7%.

Segundo a Seapa, o resultado do setor sucroalcooleiro está relacionado aos preços internacionais menos favoráveis para o açúcar e às mudanças na produção das usinas, com maior direcionamento da cana para o etanol. Mesmo diante da retração, Minas Gerais mantém posição de destaque no cenário nacional, ocupando o segundo lugar nas exportações do complexo sucroalcooleiro e também nas vendas externas de açúcar.

Com informações da SEAPA

Foto: ilustrativa

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