Sul de Minas domina a ExpoQueijo 2026 e conquista o Super Ouro com o melhor queijo das Américas
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Queijo produzido em Virgínia supera cerca de mil concorrentes de 19 países e garante o maior prêmio da competição internacional. Região coleciona medalhas e reafirma liderança na produção de queijos artesanais de excelência.
O Sul de Minas confirmou sua posição como a principal referência na produção de queijos artesanais do Brasil ao protagonizar a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards, realizada em Araxá. A região conquistou dezenas de medalhas em diversas categorias e levou o prêmio mais importante da competição: o Super Ouro, concedido ao melhor queijo entre aproximadamente mil amostras inscritas por produtores de 19 países da América e da Europa.
O grande campeão foi o Queijo Maranata Ouro, produzido pelo Rancho Maranata, de Virgínia. O queijo venceu a categoria destinada aos produtos elaborados com leite cru, casca lisa ou lavada e maturação superior a 180 dias, superando concorrentes de tradicionais regiões produtoras da Itália. Com isso, conquistou a maior pontuação geral do concurso e devolveu ao Brasil o lugar mais alto do pódio pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, um queijo brasileiro já havia conquistado, pela primeira vez, o Super Ouro, consolidando Minas Gerais como uma potência mundial na produção de queijos artesanais.
Considerado o maior concurso de queijos artesanais das Américas, o Araxá International Cheese Awards reuniu nesta edição cerca de mil amostras de 19 países. Os produtos foram avaliados às cegas por mais de 200 especialistas brasileiros e estrangeiros, que analisaram critérios como aparência, cor, textura, aroma, consistência e sabor. Ao todo, foram distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze em 47 categorias, além do tradicional troféu Super Ouro para o queijo de maior pontuação geral.
Além do título máximo conquistado por Virgínia, o Sul de Minas teve desempenho expressivo em praticamente todas as categorias da competição. Em Andrelândia, a Fazenda Generosa conquistou medalha de ouro com o queijo Lendário da Generosa. Alagoa voltou a confirmar sua tradição queijeira com ouros para o Fazenda Bela Vista Tradicional e o Sabor da Alagoa Capa Preta de Cabra, da Serra Nobre, além de medalhas de prata e outras premiações.
Itamonte também figurou entre os grandes destaques da edição. A Queijaria Sítio Trincheira venceu com o Mantiqueira de Minas Defumado, enquanto a Queijaria Dom Carmelo conquistou ouro com o Queijo Dueto da Mantiqueira. O município ainda recebeu diversas medalhas de prata e bronze em categorias de queijos tradicionais, defumados, condimentados e de casca tratada.
Em Aiuruoca, a Queijaria Lico Matoso conquistou ouro com o Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas Tradicional, enquanto a Fazenda da Lage foi premiada com o GOA #14. Itanhandu também brilhou com a Burrata da Pérola da Serra e com diversas medalhas conquistadas pela queijaria Di Capre, que se destacou na produção de queijos de cabra e búfala.
O próprio Rancho Maranata, além do Super Ouro, ainda recebeu medalha de prata com o queijo Maranata 270 Dias. Outros municípios sul-mineiros também marcaram presença entre os premiados. Seritinga conquistou ouro com o Queijo Montanhês LS e bronze com o Massa Filada Nozinho. Passa Quatro recebeu bronze com o Herança Maturado. São Lourenço garantiu ouro com o Céu de Minas Temperado com Manjericão. Liberdade conquistou prata com o Queijo Mantiqueira de Minas 30 Dias, enquanto Soledade de Minas recebeu ouro com o queijo de ovelha Val di Fiemme, de casca florida.
O sucesso do Sul de Minas reforça a força da Serra da Mantiqueira como um dos principais polos produtores de queijos artesanais do país, impulsionando o turismo gastronômico, agregando valor aos produtos regionais e ampliando o reconhecimento internacional da cadeia produtiva.
A edição deste ano também destacou a importância da ExpoQueijo para produtores de outros países e estados brasileiros. Representantes do Peru, Equador e Argentina afirmaram que o concurso se consolidou como um espaço de intercâmbio técnico, valorização cultural e fortalecimento da produção artesanal. O peruano Hugo Valdés Osorio destacou que a participação no evento abriu novas oportunidades de mercado para produtores de seu país. Já o equatoriano Luiz Chaves afirmou que a competição permite medir a evolução da produção latino-americana e incentiva o aperfeiçoamento da qualidade.
A pesquisadora argentina Irene Rubel, jurada da competição e especialista em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, ressaltou que o maior legado do evento está na troca de experiências entre os países. Segundo ela, o intercâmbio fortalece as identidades regionais, promove aprendizado coletivo e contribui para a valorização das diferentes culturas queijeiras.
Produtores brasileiros de outros estados também comemoraram os resultados. A mato-grossense Renata Costa Marques Neves conquistou medalha de ouro com um queijo Minas Frescal e destacou a emoção de ser premiada em Minas Gerais, considerada a terra do queijo. Da Bahia, Victória Cangussu celebrou a medalha de bronze conquistada pelo queijo Trança dos Búfalos e afirmou que o reconhecimento fortalece a história da família na criação de búfalos e na produção de queijos artesanais.
Com recorde de participantes, reconhecimento internacional e a consagração do Sul de Minas no topo da premiação, a ExpoQueijo Brasil 2026 reafirmou o protagonismo da região e de Minas Gerais como referências mundiais na produção de queijos artesanais de alta qualidade.
Com informações e foto da assessoria da ExpoQueijo 2026