Nova cota dos EUA para carne bovina pode ampliar espaço para produto brasileiro
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Medida temporária aumenta em 300 mil toneladas a cota para importação de carne bovina magra e pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas chinesas sobre as exportações do Brasil
A ampliação temporária da cota dos Estados Unidos para importação de carne bovina magra pode abrir uma nova oportunidade para os exportadores brasileiros e reduzir parte dos impactos provocados pelas tarifas chinesas sobre o produto nacional. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que considera os Estados Unidos um mercado estratégico para a carne bovina do Brasil.
A decisão anunciada pelo governo norte-americano prevê o aumento da cota em 300 mil toneladas, com tarifa reduzida, para os próximos 90 dias. A medida entra em vigor em 1º de setembro e será distribuída em três parcelas mensais de 100 mil toneladas.
A cota inclui também aparas de carne, conhecidas como “trimmings”, utilizadas principalmente na produção de carne moída. Segundo a Abrafrigo, a abertura temporária desse espaço poderá oferecer uma alternativa aos frigoríficos brasileiros em um momento de maior pressão sobre o comércio internacional da carne bovina.
Para o presidente-executivo da entidade, Paulo Mustefaga, a medida pode ajudar a compensar os efeitos da redução do espaço disponível para as exportações brasileiras na China e ampliar as possibilidades de venda para o mercado norte-americano.
Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China. Na avaliação da Abrafrigo, mesmo sendo uma medida com duração limitada, a nova cota pode melhorar a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano e contribuir para sustentar os embarques durante esse período de mudanças no comércio internacional.
Com informações do portal Notícias Agrícolas
Foto: Magnific Free