Exportações do agronegócio de Minas caem 7,1%, mas soja, carnes e produtos florestais avançam
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Estado movimentou US$ 11,97 bilhões de janeiro a agosto, enquanto queda nas vendas de café e açúcar pressionou o resultado
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 11,97 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume embarcado ficou praticamente estável, com 11,7 milhões de toneladas. Mesmo com a redução na receita, o agronegócio respondeu por 41% de tudo o que Minas Gerais exportou no período.
A principal pressão sobre o resultado veio do café, principal produto da pauta do agronegócio mineiro. As exportações movimentaram US$ 5,84 bilhões, com o embarque de 14,5 milhões de sacas de 60 quilos. Tanto a receita quanto o volume recuaram 15,2% na comparação com os oito primeiros meses de 2025.
Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a queda está principalmente relacionada ao menor volume exportado. Apesar da retração, a receita do café entre janeiro e agosto foi a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2025. O valor médio ficou próximo de US$ 402 por saca, cerca de 71% acima do registrado em 2024.
Outro segmento que apresentou queda foi o complexo sucroalcooleiro, responsável por US$ 909 milhões em exportações, redução de 28,4% na receita. O volume caiu 12,6%, para 2,5 milhões de toneladas. O açúcar concentrou a maior parte dos embarques, com 2,47 milhões de toneladas e receita de US$ 882,2 milhões. Nesse caso, a receita diminuiu 27,7% e o volume, 11,9%.
Na direção contrária, as exportações do complexo soja cresceram. O setor movimentou US$ 2,82 bilhões e embarcou 6,52 milhões de toneladas, com altas de 15,5% na receita e 7,5% no volume. A soja em grãos foi o principal destaque, com US$ 2,7 bilhões em vendas externas, crescimento de 16% na receita e de 7,8% na quantidade embarcada.
As carnes também tiveram aumento na receita. Os embarques somaram US$ 1,22 bilhão, alta de 5,6%, enquanto o volume ficou em 324,3 mil toneladas, praticamente estável em relação ao ano anterior.
Entre os diferentes tipos de carne, a bovina gerou US$ 871 milhões, com alta de 1,5% na receita, apesar da queda de 11,2% no volume, que ficou em 152,2 mil toneladas. As exportações de frango movimentaram US$ 286,6 milhões, crescimento de 17,6%, e o volume aumentou 9,6%, para 137,2 mil toneladas. Já a carne suína teve alta de 30,1% no volume, chegando a 30,3 mil toneladas, enquanto a receita cresceu 17,4%, para US$ 59,4 milhões.
Os produtos florestais também contribuíram para reduzir o impacto das quedas do café e do açúcar. O segmento exportou US$ 728,7 milhões, alta de 11,4%, com 1,21 milhão de toneladas embarcadas, aumento de 9,8%. A celulose respondeu pela maior parte desse resultado, com US$ 710,4 milhões em vendas externas e 1,18 milhão de toneladas.
A China continuou como principal destino do agronegócio mineiro nos oito primeiros meses do ano. O país comprou US$ 3,29 bilhões em produtos, o equivalente a 27,5% da receita das exportações do setor. Os Estados Unidos apareceram em seguida, com US$ 1,02 bilhão, enquanto a Itália registrou crescimento de 12,3 nas compras e alcançou US$ 746,1 milhões.
Os dados mostram um cenário de queda na receita total do agronegócio mineiro, mas com desempenhos diferentes entre os principais produtos. Enquanto café e açúcar reduziram as vendas externas, soja, carnes e produtos florestais registraram crescimento e ajudaram a limitar a retração no resultado acumulado até agosto.
Com informações da SEAPA
Foto: ilustrativa
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