Canal do Panamá mantém operações normais após terremoto de magnitude 7,7
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
O Canal do Panamá continua funcionando normalmente após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na sexta-feira (9). Apesar dos danos registrados em diferentes regiões do território panamenho, a passagem de navios pela hidrovia não sofreu interrupções. A informação foi confirmada pela administração do canal, que realizou inspeções nas instalações depois do tremor e dos abalos secundários.
Equipes técnicas permanecem responsáveis pela verificação das eclusas, barragens e demais estruturas utilizadas no funcionamento do canal. Na estação de Monte Esperanza, o abastecimento de água foi mantido enquanto são avaliados os reparos necessários.
O terremoto ocorreu por volta das 12h56, no horário local, com epicentro próximo à comunidade de La Pitaloza, no sul do país. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor teve profundidade aproximada de 12,6 quilômetros e foi sentido inclusive na Cidade do Panamá, a cerca de 200 quilômetros da região do epicentro.
A força do abalo levou milhares de moradores às ruas e provocou a retirada preventiva de pessoas de edifícios comerciais e residenciais. Na capital, o transporte e a circulação de veículos foram afetados pelas evacuações.
O governo panamenho declarou estado de emergência para agilizar o atendimento às comunidades atingidas e os trabalhos de recuperação. O presidente José Raúl Mulino visitou áreas afetadas, incluindo a cidade de Penonomé, onde houve desabamentos e danos em construções.
Nas horas seguintes ao tremor principal, foram registrados diversos abalos secundários, incluindo um de magnitude 6,6. O terremoto também levou à emissão de alertas de tsunami para áreas costeiras de países da América Central e da América do Sul. Os avisos foram posteriormente cancelados.
Enquanto as autoridades trabalham no levantamento dos prejuízos e na assistência à população, a administração do Canal do Panamá continua monitorando suas instalações. As avaliações realizadas até agora não identificaram danos capazes de impedir a passagem de embarcações pela hidrovia.
Fontes: UOL – Folha e Agências
Foto: ilustrativa