Consumo de café cresce 4,65% no varejo brasileiro entre maio e agosto
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Avanço foi acompanhado por queda nos preços ao consumidor; café tradicional teve redução de 21,22% no valor médio por quilo em um ano
O consumo de café no varejo brasileiro cresceu 4,65% entre maio e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), cerca de 7 milhões de sacas foram comercializadas no segundo quadrimestre, em um período marcado pela redução dos preços ao consumidor.
O ritmo de crescimento também acelerou em relação ao início do ano. No primeiro quadrimestre, entre janeiro e abril, o consumo havia avançado 2,44%. Considerando os oito primeiros meses de 2026, foram comercializadas aproximadamente 13,5 milhões de sacas, alta de 2,29% em relação ao mesmo período de 2025.
De acordo com a Abic, as temperaturas mais amenas contribuíram para o aumento das vendas, já que o consumo da bebida costuma crescer nos meses mais frios. Outro fator apontado pela entidade foi a queda nas cotações dos cafés arábica e conilon, também conhecido como robusta, diante da expectativa de uma grande safra.
A redução dos custos da matéria-prima foi repassada pelas indústrias ao varejo, segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Com preços mais baixos, a demanda apresentou crescimento mais forte. Entre os meses de junho e julho, período de maior avanço registrado até agora em 2026, as vendas cresceram 5,80%.
A queda dos preços aparece nas diferentes categorias de café. Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025, o café Tradicional/Extraforte teve redução de 21,22% no preço médio por quilo, de R$ 62,83 para R$ 49,50. O café solúvel também apresentou queda expressiva, de 19,31%.
A Abic avalia que os números indicam um processo de acomodação dos preços e de busca por equilíbrio no mercado. A entidade também informou que a disponibilidade de matéria-prima para a indústria melhorou a partir do fim de maio. Desde então, a oferta de café arábica e canéfora, que inclui o conilon e o robusta, passou de uma condição considerada “seletiva” para “normalidade”.
Apesar do aumento das vendas e da melhora no abastecimento, a indústria mantém cautela para os últimos meses do ano. A principal preocupação é o El Niño e os possíveis efeitos do fenômeno sobre o mercado de café. Segundo Pavel Cardoso, uma eventual volatilidade nos preços da matéria-prima pode levar a novos ajustes nos valores praticados pela indústria.
A expectativa da Abic é de que os preços permaneçam estáveis para que o ritmo de crescimento do consumo continue até o fim de 2026.
Com informações da ABIC – Estadão e CNN
Foto: ilustrativa
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