Inadimplência dispara em Belo Horizonte e atinge maior nível em quase um ano
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Levantamento mostra que mais de 65% das famílias da capital mineira encerraram abril com contas em atraso; cartão de crédito lidera o endividamento e preocupa especialistas devido aos juros elevados
Mais de seis em cada dez famílias de Belo Horizonte terminaram o mês de abril com pelo menos uma conta em atraso. É o que aponta uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), que revelou que 65,2% dos lares da capital mineira estavam inadimplentes no período. O índice representa aumento em relação ao mês anterior e é o maior registrado desde julho de 2025.
O levantamento também mostra que o endividamento segue em patamar elevado na cidade. Segundo os dados, 88,6% dos consumidores de Belo Horizonte possuem algum tipo de dívida, seja por compras parceladas, empréstimos ou financiamentos.
Entre as pessoas que estão com pagamentos atrasados, a situação é ainda mais preocupante para parte dos consumidores. Quase metade dos inadimplentes acumula dívidas há mais de 90 dias, o que dificulta a regularização das contas e aumenta os custos com juros.
O cartão de crédito aparece como o principal responsável pelo endividamento, presente em cerca de 97% dos casos. Em seguida estão os carnês de lojas, os empréstimos pessoais e os financiamentos. Para a Fecomércio MG, os números refletem a pressão crescente sobre o orçamento das famílias, que enfrentam dificuldades para equilibrar despesas e renda.
A pesquisa indica ainda que, em média, 32,6% da renda mensal dos consumidores está comprometida com o pagamento de dívidas. Além disso, parte dos entrevistados afirmou que não acredita ter condições de quitar os débitos em atraso já no próximo mês.
Diante desse cenário, a entidade faz um alerta para os riscos dos juros elevados, especialmente no crédito rotativo do cartão de crédito, modalidade utilizada quando o consumidor não consegue pagar o valor total da fatura e acaba carregando a dívida para os meses seguintes.
Com informações da Fecomércio
Foto: ilustrativa Agência Brasil