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Economia

Metade das brasileiras enfrenta jornada tripla de trabalho a partir dos 18 anos, aponta estudo da Fiocruz

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria Nacional de Cuidados e Família, mostra que a partir da maioridade cerca de 50% das mulheres no Brasil passam a acumular ao menos duas ou três jornadas diárias, somando trabalho remunerado, estudo e tarefas domésticas e de cuidado. O estudo, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022, revela ainda que a sobrecarga começa cedo e atinge de forma mais intensa mulheres jovens e negras, com impactos diretos na educação, no mercado de trabalho e na qualidade de vida.

De acordo com a pesquisa, 90% das mulheres entre 15 e 29 anos realizam atividades domésticas e de cuidado, um percentual maior do que o observado entre os homens na mesma faixa etária. Entre as mulheres negras, a situação é ainda mais delicada: cerca de um terço não estuda nem exerce trabalho remunerado, principalmente por dedicar grande parte do tempo aos cuidados da casa e de familiares. O levantamento também indica que, em média, as mulheres jovens acumulam dez horas semanais a mais com essas tarefas ao longo da vida adulta, enquanto entre os homens o aumento é de apenas três horas.

Os pesquisadores destacam que essa realidade limita o acesso das jovens à educação formal, às oportunidades de emprego e ao lazer, além de gerar impactos na saúde física e mental. Outro dado apontado pelo estudo chama atenção para a baixa proporção de mulheres que não exercem nenhuma atividade, remunerada ou não: apenas 2%, o que contraria a percepção de que a juventude feminina estaria majoritariamente inativa.

Com informações de O Globo – CNN e Portal UAI

Foto: ilustrativa Agência Brasil

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