Novo laticínio da Epamig fortalece produção de leite e abre novas oportunidades para agricultores no Vale do Jequitinhonha
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Estrutura inaugurada em Leme do Prado recebeu cerca de R$ 1,9 milhão em investimentos e vai atuar na produção de derivados, capacitação técnica e agregação de valor ao leite produzido por pequenos produtores da região
A cadeia do leite no Vale do Jequitinhonha ganhou um novo incentivo com a inauguração do Laticínio e Queijaria Mata do Acauã, instalado no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, a Epamig, em Leme do Prado. A unidade foi criada para ajudar produtores, principalmente da agricultura familiar, a melhorar a produção, aumentar a renda e transformar o leite vendido como matéria-prima em produtos com maior valor agregado.
O empreendimento recebeu aproximadamente R$ 1,9 milhão em investimentos. Desse total, cerca de R$ 600 mil foram destinados às obras e à compra de equipamentos, aproximadamente R$ 1 milhão veio de emendas parlamentares e outros R$ 300 mil foram recursos próprios da Epamig. O projeto também contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, a Fapemig.
Mais do que uma fábrica de produtos lácteos, a nova estrutura foi planejada para funcionar como um centro de pesquisa, treinamento e transferência de tecnologia. A ideia é unir produção, conhecimento e capacitação em um mesmo espaço, fortalecendo uma atividade importante para a economia regional.
Desde a implantação do projeto, a unidade já desenvolveu diferentes produtos, como queijo coalho pasteurizado, manteiga de garrafa e bebidas lácteas fermentadas e não fermentadas. Atualmente, a produção está concentrada no queijo muçarela e na bebida láctea fermentada, com comercialização autorizada pela inspeção municipal.
Segundo a Epamig, o laticínio vai permitir que os produtores reduzam a dependência da venda apenas do leite cru, atividade que sofre com variações de mercado e concorrência de produtos de fora da região. Com a industrialização, os agricultores poderão transformar o leite em queijos e outros derivados, aumentando o valor recebido pela produção.
A unidade também terá papel importante na melhoria da qualidade dos produtos, com orientação sobre boas práticas de fabricação, atendimento às normas sanitárias e regularização da produção artesanal. A expectativa é que o espaço ajude a criar novos produtos e fortalecer a identidade da produção leiteira do Jequitinhonha, incluindo a futura criação do Queijo Acauã.
Outro destaque é a formação de produtores e profissionais do setor. O laticínio conta com alojamentos para receber agricultores, técnicos e extensionistas durante cursos e treinamentos. De acordo com a Epamig, mais de 200 produtores já foram capacitados pelo projeto.
A iniciativa busca transformar o Vale do Jequitinhonha em uma referência em capacitação e valorização da produção leiteira, criando novas oportunidades de renda e desenvolvimento para a agricultura familiar.
Com informações e foto: EPAMIG
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