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Brasil

PF prende Gerson Palermo, apontado como liderança do PCC, que estava foragido da Justiça

Antônio Campos

Jornalista natural de Governador Valadares (MG), iniciou sua trajetória no...

Gerson Palermo estava em fuga desde 2020, quando deixou o presídio federal com uso de tornozeleira eletrônica. Após romper o dispositivo de monitoramento, ele descumpriu as condições impostas e escapou, permanecendo foragido desde então

Foto: Arquivo PF/

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (26) o traficante Gerson Palermo, que estava foragido desde 2020, quando deixou o sistema prisional após decisão que autorizou prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a PF, ele rompeu o equipamento no mesmo dia da liberação e fugiu, passando a integrar a lista dos criminosos mais procurados do país.

Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital, Palermo acumula condenações que somam cerca de 126 anos de prisão. Ele foi investigado por participação em crimes de grande repercussão, como o sequestro de um avião da antiga Vasp em 2000, quando um grupo armado desviou a aeronave e roubou milhões de reais de bancos após o pouso forçado.

Em outra frente, a Operação All In, deflagrada em 2017, identificou sua atuação em um esquema de tráfico internacional de drogas, com envio de cocaína da Bolívia para o Brasil e distribuição para outros estados. Pelos crimes, recebeu novas condenações que ampliaram sua pena total.

Mesmo com decisões judiciais anteriores, Palermo acabou beneficiado por uma ordem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul durante o plantão judiciário em 2020, que concedeu a soltura em regime domiciliar durante a pandemia, sob alegação de problemas de saúde — sem laudo médico confirmado, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

O caso passou a ser investigado pela PF por possível relação com o desembargador Divoncir Maran, citado em suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Mensagens encontradas em celulares de assessores indicariam irregularidades na concessão do habeas corpus, analisado em poucos minutos.

O episódio resultou em Processo Administrativo Disciplinar e levou à aposentadoria compulsória do magistrado pelo CNJ. O tema agora volta ao debate no Supremo Tribunal Federal, que discute a validade desse tipo de punição a juízes após mudanças recentes de entendimento sobre sanções disciplinares.

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