Produção de leite bate recorde no Brasil e Minas Gerais mantém liderança
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País produziu 36,7 bilhões de litros em 2025, mesmo com queda no número de vacas ordenhadas; produtividade por animal cresceu 5,6%.
A produção brasileira de leite atingiu 36,7 bilhões de litros em 2025, o maior volume já registrado na série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento de 2,6% em relação aos 35,7 bilhões de litros produzidos em 2024 e marca o terceiro ano consecutivo de alta.
Minas Gerais manteve a liderança entre os estados produtores, com aproximadamente 10,1 bilhões de litros, volume que corresponde a mais de um quarto de toda a produção nacional. Na sequência aparecem Paraná, com 4,8 bilhões de litros; Rio Grande do Sul, com 4,2 bilhões; Santa Catarina, com 3,4 bilhões; e Goiás, com 2,9 bilhões.
No recorte regional, o Sul voltou a ocupar a primeira posição, com cerca de 12,5 bilhões de litros, alta de 4,4% em um ano e participação de 34% do total brasileiro. O Sudeste ficou em segundo lugar, com 12,3 bilhões de litros, crescimento de 2,3%. O Nordeste produziu 6,6 bilhões de litros, enquanto o Centro-Oeste registrou 3,6 bilhões e o Norte, 1,7 bilhão.
O avanço da produção ocorreu mesmo com uma redução de 3% no número de vacas ordenhadas. O rebanho utilizado para a atividade caiu para aproximadamente 14,7 milhões de animais, o menor contingente registrado desde 1979.
A compensação veio do aumento da produtividade. Cada vaca produziu, em média, 2.498,7 litros de leite ao longo do ano, alta de 5,6% e novo recorde nacional. Segundo o IBGE, condições climáticas favoráveis, melhorias no manejo e avanços no melhoramento genético contribuíram para o resultado.
O Sul também apresentou a maior produtividade entre as regiões brasileiras, com aproximadamente 4,3 mil litros por vaca ao ano. No Sudeste, a média ficou em 2,9 mil litros. O Centro-Oeste registrou cerca de 2 mil litros, enquanto Nordeste e Norte tiveram médias de aproximadamente 1,7 mil e 957 litros por animal, respectivamente.
Entre os municípios, Castro, no Paraná, permaneceu na liderança e ultrapassou pela primeira vez a marca de 500 milhões de litros, chegando a 532,8 milhões. Carambeí, também no Paraná, produziu 306,8 milhões de litros. Patos de Minas, em Minas Gerais, ficou na terceira posição, com 249,2 milhões de litros e crescimento de 9,8% em relação a 2024.
Outros municípios mineiros também apresentaram expansão. Lagoa Formosa produziu 161,1 milhões de litros, alta de 15,6% em um ano. O levantamento aponta ainda crescimento de polos produtores em outros estados, como Orizona, em Goiás, que alcançou 138 milhões de litros.
Outro destaque dos dados de 2025 foi o avanço da captação formal. Cerca de 27,6 bilhões de litros foram adquiridos por estabelecimentos sob inspeção sanitária, o equivalente a 75,2% de toda a produção brasileira. Em 2024, essa participação estava em aproximadamente 71%. O aumento foi registrado em todas as regiões, com avanços mais expressivos no Sul e no Centro-Oeste.
O valor da produção de leite também cresceu e chegou a R$ 89,5 bilhões em 2025, alta nominal de 2,3%. O preço médio ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, estimado em R$ 2,44 por litro.
Os números divulgados pelo IBGE mostram, portanto, um cenário em que o aumento da eficiência produtiva teve papel central para o crescimento da atividade. O Brasil produziu mais leite com menos vacas ordenhadas, enquanto Minas Gerais permaneceu como o principal estado produtor do país.
Com informações do IBGE e Portal Milk Point
Foto: Agência Brasil Arquivo
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