PIB do agronegócio mineiro deve atingir recorde de R$ 279 bilhões em 2025
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foto: Cristiano Machado / Imprensa MG
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais deve alcançar R$ 279 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2010. O dado foi calculado pela Fundação João Pinheiro (FJP) e divulgado pelo Governo de Minas durante a abertura oficial da Expomontes, em Montes Claros, no Norte de Minas, na segunda-feira (29).
Com o resultado, o agronegócio passa a responder por 24,1% da economia mineira. Em 2024, o PIB do setor havia sido de R$ 236,3 bilhões. A diferença representa crescimento nominal de R$ 42,6 bilhões.
A expansão foi puxada principalmente pela valorização dos produtos do setor, com alta média de 16% nos preços, e pelo aumento de 1,7% no volume de produção em termos reais. O desempenho superou o avanço médio da economia estadual, cujo volume cresceu 1,4% no período.
Segundo a FJP, a maior contribuição para o crescimento veio do núcleo primário do agronegócio, formado por agricultura, pecuária e produção florestal. O Valor Adicionado Bruto (VAB) dessas atividades chegou a R$ 98,2 bilhões em 2025, alta de R$ 28,5 bilhões frente aos R$ 69,7 bilhões registrados no ano anterior.
Nos demais elos da cadeia, que incluem agroindústria e serviços relacionados, o PIB passou de R$ 166,6 bilhões em 2024 para R$ 180,8 bilhões em 2025. O avanço foi de R$ 14,2 bilhões, com variação média de preços de 7,3%.
O resultado reforça o peso do agronegócio na economia mineira, tanto pela participação no PIB estadual quanto pelo impacto sobre cadeias como alimentos, celulose, transporte, armazenagem, comércio e serviços financeiros.
Durante o evento, o governador Mateus Simões afirmou que Minas Gerais voltou a bater recorde no PIB do agro e destacou o aumento da participação do setor na economia estadual, de 22,2% para 24,1%.
Além da divulgação dos dados, o Governo de Minas anunciou na Expomontes o reconhecimento oficial do Arranjo Produtivo Local (APL) de carne de sol e charcutaria do Norte de Minas, a implantação do Centro de Referência do Cerrado em Montes Claros e investimentos na Coordenadoria Regional do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
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