Demanda internacional e oferta ajustada mantêm preços da carne bovina firmes em 2026
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Exportações aquecidas, câmbio favorável e menor disponibilidade de animais ajudaram a sustentar o mercado do boi gordo nos primeiros sete meses do ano, segundo o Cepea.
O mercado da carne bovina brasileira manteve preços firmes nos primeiros sete meses de 2026, impulsionado principalmente pelo bom desempenho das exportações, pela oferta mais ajustada de animais prontos para o abate e pela valorização dos animais destinados à reposição. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP).
Segundo o levantamento, a cotação do boi gordo teve sustentação mesmo com o consumo interno mais moderado, influenciado pela redução do poder de compra das famílias. Em contrapartida, a procura internacional pela carne brasileira ganhou força e ajudou a equilibrar o mercado.
Outro fator importante foi o câmbio em nível favorável, que aumentou a competitividade do produto brasileiro no exterior. Ao longo do período, o mercado passou por momentos diferentes, com fases de maior oferta de animais e outras de recuperação nos preços.
No primeiro trimestre, o setor ainda sentiu os efeitos do aumento do abate de fêmeas registrado nos anos anteriores. Com menos animais disponíveis para reposição, essa categoria ficou mais valorizada. Já no segundo trimestre, a entrada de animais criados a pasto ampliou a oferta em algumas regiões.
Mesmo assim, os frigoríficos mantiveram escalas de abate relativamente ajustadas, o que limitou quedas mais expressivas nos preços do boi gordo.
Outro destaque do agronegócio envolve a soja. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) manteve a previsão de que o Brasil poderá alcançar um novo recorde nas exportações da oleaginosa em 2026, com embarques estimados em 114 milhões de toneladas, cerca de 5% acima do maior volume registrado anteriormente.
De acordo com a entidade, a demanda internacional aquecida e o crescimento da produção brasileira devem favorecer o resultado. Nos sete primeiros meses do ano, o país já exportou 84,8 milhões de toneladas de soja, aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que no mesmo período de 2025.
A Anec também estima que os embarques de agosto cheguem a 9,74 milhões de toneladas. Apesar do cenário positivo para as exportações, a entidade alerta para os impactos que as dificuldades financeiras enfrentadas por produtores rurais podem trazer para as próximas safras.
Com informações do CEPEA e Diário do Comércio
Foto: ilustrativa
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