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Economia

Inflação desacelera mais do que o esperado em julho e queda dos alimentos ajuda a aliviar pressão nos preços

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Prévia da inflação oficial ficou em 0,06% no mês, bem abaixo das previsões do mercado, que esperavam alta de 0,22%. Resultado foi influenciado principalmente pela redução nos preços dos alimentos e indica menor ritmo de aumento do custo de vida no país

 

A inflação brasileira perdeu força em julho e surpreendeu o mercado financeiro. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de apenas 0,06% no mês, depois de avançar 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam uma alta de 0,22% para julho. A principal influência para essa desaceleração veio dos alimentos, que tiveram redução de preços e ajudaram a segurar o índice.

Com o novo resultado, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,52% até julho, contra 4,8% registrados até junho. Mesmo com a desaceleração, o índice ainda está acima do limite máximo da meta de inflação definida pelo Banco Central, que é de 4,5% ao ano.

A divulgação do IPCA-15 acontece em um momento de atenção para a política de juros do país. Na próxima semana, nos dias 4 e 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, se reúne para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

A expectativa de parte dos analistas é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14% ao ano, nível que poderia permanecer até o fim de 2026, segundo as projeções do mercado.

O IPCA-15 funciona como uma antecipação do índice oficial de inflação, o IPCA. A diferença entre os dois está principalmente no período de coleta dos preços. No levantamento divulgado agora, os valores foram acompanhados entre 17 de junho e 15 de julho. Já o IPCA fechado de julho será divulgado pelo IBGE no dia 11 de agosto.

Para todo o ano de 2026, as previsões do mercado indicam uma inflação de 5,12%. A estimativa vem caindo nas últimas quatro semanas, mas ainda permanece acima do teto da meta.

Entre os fatores de preocupação para os próximos meses está o comportamento do clima. O fenômeno El Niño pode afetar a produção agrícola ao alterar o regime de chuvas, trazendo riscos para a oferta de alimentos e podendo pressionar novamente os preços pagos pelo consumidor.

Com informações da Folha de São Paulo e Diário do Comércio

Foto: Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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